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26/06/2014 12:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Michelle Bachelet promete descriminalizar aborto no Chile ainda este ano

VALPARAISO, CHILE - MAY 21:  President of Chile Michelle Bachelet, waves to the audience before delivering the annual presidential message to the Nation
on May 21, 2014 in Valparaiso, Chile (Photo by Marcelo Benitez/LatinContent/  Getty Images).
Marcelo Benitez/CON via Getty Images
VALPARAISO, CHILE - MAY 21: President of Chile Michelle Bachelet, waves to the audience before delivering the annual presidential message to the Nation on May 21, 2014 in Valparaiso, Chile (Photo by Marcelo Benitez/LatinContent/ Getty Images).

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, prometeu que o aborto será descriminalizado no país até o fim de 2014.

Em entrevista ao jornal La Nacion, publicada nesta quinta-feira (26), Bachelet disse que está avaliando uma série de propostas parlamentares e que a decisão será dada nos últimos meses do segundo semestre de 2014.

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Em maio, a presidente chilena anunciou que enviaria um projeto de lei sobre o tema e disse que a descriminalização do aborto deve deixar de ser um tema “tabu”, após críticas da direita e da Igreja.

"Eu respeito todas as opiniões. Sou pediatra e amo crianças. No entanto, isto é um tema tabu e me parece que não devem existir temas tabu, já que isso é antidemocrático", disse ela em uma entrevista ao canal de televisão "Mega".

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Bachelet já havia adiantado que apostaria no projeto em seu programa eleitoral, mesmo com forte reprovação da oposição conservadora e da Igreja Catóica, além de setores governistas como a Democracia Cristã. Ela defende a descriminalização do aborto quando a mãe estiver em risco de morte, nos casos de estupro ou se o feto for inviável.

Ainda em maio, a presidente disse que o assunto é um problema de saúde pública que deve ser discutido na sociedade e lamentou a quantidade de mulheres que morrem por culpa de abortos ilegais realizados sem as condições médicas adequadas. O aborto é proibido no Chile por uma norma imposta pelo ditador Augusto Pinochet em 1989, pouco antes de entregar o poder.