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25/06/2014 09:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Assessores dos EUA chegam ao Iraque para ajudar a conter terrorismo

Ahmed Saad/Reuters

Enquanto militantes atacam nesta quarta-feira uma das maiores bases aéreas do Iraque, as primeiras equipes de assessores dos Estados Unidos chegaram ao país para auxiliar as forças de segurança iraquianas e definir como ajudar o governo a conter uma crescente insurgência sunita.

Duas semanas de avanços dos militantes liderados pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), uma ramificação da Al Qaeda, ameaçam fragmentar o país dois anos e meio depois da retirada das tropas norte-americanas.

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Por isso, cerca de metade dos 300 assessores militares e forças especiais de segurança chegaram hoje em Bagdá para ajudar o Exército do Iraque a combater os militantes sunitas. Segundo o Pentágono, na equipe estão forças de segurança especiais, assessores militares, analistas de inteligências e apoio estratégico para comandar operações no país.

Crise

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu na terça-feira aos líderes da região autônoma do Curdistão iraquiano que, em face do ataque violento dos militantes, se mantenham aliados ao governo de Bagdá.

Nas primeiras horas desta quarta-feira os militantes, entre os quais membros do EIIL e de tribos sunitas aliadas, entraram em confronto com forças iraquianas na cidade de Yathrib, 90 quilômetros ao norte de Bagdá, disse o vice-prefeito da cidade. Quatro militantes foram mortos, segundo relataram.

Os insurgentes também cercaram uma grande base aérea nas imediações, conhecida como "Acampamento Anaconda" na época da ocupação dos EUA, e atacaram o local com morteiros. Testemunhas disseram que a base estava cercada em três lados.

Governo

Também nesta quarta-feira, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, recusou-se a se render aos apelos internacionais para formar um governo de base mais ampla com o objetivo de conter a insurgência sunita no país. Em declarações transmitidas pela televisão, Maliki disse que os pedidos para formar o que ele descreveu como "um governo nacional de emergência" representariam um "golpe contra a Constituição e o processo político".

(Com AP, Estadão Conteúdo e Reuters)