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23/06/2014 09:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Jornalistas da Al Jazeera são condenados a pena de 7 a 10 anos de prisão no Egito

Asmaa Waguih/Reuters

Um juiz egípcio sentenciou nesta segunda-feira três jornalistas da TV Al Jazeera a sete anos de prisão depois de considerá-los culpados de vários delitos, incluindo ajuda a uma "organização terrorista" por publicarem mentiras.

Os jornalistas são o australiano Peter Greste, correspondente da Al Jazeera no Quênia, o egípcio-canadense Mohamed Fahmy, chefe do escritório da Al Jazeera em inglês, e o produtor egípcio Baher Mohamed, que recebeu três anos a mais de prisão por uma acusação em separado, envolvendo posse de armas.

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Os vereditos foram anunciados após um julgamento de cinco meses descrito pela Anistia Internacional como uma fraude. A AI disse que a decisão desta segunda marca "um dia obscuro para a liberdade de imprensa no Egito".

Os três jornalistas, que estão detidos desde dezembro, dizem ser vítimas de perseguição por simplesmente fazer o seu trabalho, cobrindo protestos islamitas contra o presidente Mohammed Morsi, derrubado no ano passado.

Veículos de imprensa disseram que o julgamento é político e faz parte do combate entre o governo do Egito e a rede de televisão com base no Catar Al Jazeera, acusada de favorecer a Irmandade Muçulmana e Morsi. A rede nega as acusações.

Os promotores acusaram os jornalistas de apoiar a Irmandade Muçulmana, que foi declarada um grupo terrorista depois de derrubada do poder, e de fabricar vídeos para prejudicar a segurança nacional do país e "forçar a aparência" de que o Egito enfrentava uma guerra civil. Contudo, poucas evidências disso foram apresentadas.

(Com AP e Reuters)