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22/06/2014 16:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Vilões ou heróis? Ídolos em clubes que viraram carrascos na Copa do Mundo

Julian Finney/Getty Images Sport

Eles eram ídolos em seus clubes. Mas na Copa do Mundo fizeram a torcida morrer de raiva com gols, lances e muita polêmica.

Copa de 1990: jogando em casa, a Itália buscava o tetracampeonato mundial. Na semifinal, a Azurra enfrentou a Argentina no Estádio San Paolo, em Nápoles. Diego Maradona era e ainda é o maior ídolo da história do clube local, o Napoli. A torcida que tanto o idolatrava levou uma faixa pro estádio com os dizeres: "Desculpe Dieguito, nós te amamos, mas a Itália é a nossa pátria". O camisa 10 da Argentina não se sensibilizou e na disputa de pênaltis converteu sua cobrança e ajudou os hermanos a chegarem a mais uma final.

Copa de 2002: O sul-coreano Ahn Jung-Hwan não pode ser considerado um grande ídolo do Perugia. Mas entra nessa lista pelo episódio peculiar que viveu na Copa de 2002. Coreia do Sul e Itália se enfrentavam pelas oitavas-de-final. Na morte súbita, Ahn Jung-Hwan fez o gol da classificação dos asiáticos e como punição foi demitido do clube italiano em que atuava desde 2000.

Copa de 2006: Cristiano Ronaldo era o xodó da torcida do Manchester United. Nas quartas-de-final da Copa de 2006, ele se envolveu em uma grande polêmica na partida contra a Inglaterra. Aos 17 minutos do 2º tempo, o craque pressionou o árbitro da partida a expulsar o seu colega de clube Wayne Rooney. Após o cartão vermelho para o inglês, o jogador luso deu uma piscada irônica para o companheiro e acabou como bode expiatório da eliminação da Inglaterra naquele Mundial (assim como Maradona, ele marcou o gol da classificação de Portugal na disputa de pênaltis). Cristiano Ronaldo passou a ser vaiado em todos os estádios ingleses, exceto o Old Trafford.

Copa de 2014: O uruguaio Luis Suárez foi o grande nome do futebol inglês na temporada 2013/14. Pelo Liverpool, foi o artilheiro da Premier League com 31 gols e graças à sua técnica e raça conquistou a torcida dos Reds. No entanto, os ingleses não podiam esperar que El Pistolero fosse o principal responsável pela eliminação do English Team na Copa de 2014. Na sua estreia no Mundial do Brasil, o atacante marcou os dois gols da vitória do Uruguai sobre a Inglaterra.