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21/06/2014 17:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Careca, nunca mais! Cientistas da Universidade de Yale descobrem como reverter a calvície

Thinkstock

Carecas, regozijai-vos! Em breve, apelidos como "aeroporto de mosquito", "Kojac" e "bola de sinuca" farão parte de um passado a ser esquecido. Na última semana, pesquisadores da Universidade de Yale divulgaram os primeiros resultados de um experimento que tem o objetivo de fazer nascer cabelo nas cabeças peladas.

Um paciente de 25 anos que sofria de psoríase (inflamação crônica na pele) e alopecia universalis (doença rara que leva à queda total de cabelo e pelos no corpo) foi medicado com citrato de tofacitinibe, composto utilizado para o tratamento de artrite reumatoide. Nos dois primeiros meses, o homem ingeriu 10 mg por dia e, já neste tempo, viu os primeiros resultados: a formação da área do couro cabeludo e alguns pelos faciais — os primeiros pelos em sete anos.

Três meses depois, com dosagem diária de 15 mg, o couro cabeludo estava completamente formado, além de sobrancelhas, cílios, barba e pelos axilares. No oitavo mês, o paciente tinha cabelos e pelos no corpo inteiro, e a psoríase havia desaparecido.

Evolução do tratamento: a) antes, b) dois meses, c) cinco meses, e d) oito meses (Divulgação/Yale University)

De acordo com Brett A. King, professor assistente de dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale e autor principal do experimento, o citrato de tofacitinibe parece ter inibido o ataque do sistema imunológico aos folículos capilares, causa da alopecia universales.

Agora, ele quer testar o composto em forma de creme no tratamento de alopecia areata (perda parcial de pelos e cabelo). Mais comum que a alopecia universalis, a alopecia areata ocorre em 1% a 2% da população. Afeta ambos os sexos, todos os grupos raciais e "pode surgir em qualquer idade, embora em 60% dos casos seus portadores tenham menos de 20 anos", de acordo com o site do Dr. Drauzio Varella.

Cautela

O citrato de tofacitinibe, patenteado pela Pfizer e comercializo sob o nome de O Xeljanz, foi aprovado em 2012 pelo Food and Drugs Administration, órgão norte-americano que regula medicamentos. Entretanto, apesar da aprovação, seu uso foi associado a um aumento no risco de infecções, tuberculose e até cânceres e linfomas.

Utilizada no combate à artrite reumatoide, a substância age dentro das células, inibindo a ação da quinase, uma proteína que contribui com o processo de inflamação. De acordo com Licia da Mota, coordenadora da comissão de artrite reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, em reportagem da VEJA, "esse remédio pode ajudar pacientes que não respondem aos medicamentos disponíveis, sendo mais uma opção para o tratamento inicial.

No Brasil, o Xeljanz está em fase da análise técnica na Anvisa.

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