COMPORTAMENTO
19/06/2014 11:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Filha viaja o mundo com um totem em tamanho real de seu pai falecido (FOTOS)

Jinna Yang

Depois da morte de seu pai, Jinna Yang viu a sua vida praticamente perfeita virar de cabeça para baixo. Aos 20 e poucos anos, ela decidiu então abandonar o trabalho que lhe rendia um alto salário em Nova York, o apartamento de luxo e o namorado de longa data para viajar o mundo com uma companhia inesperada: um totem de papelão com a imagem em tamanho real de seu pai.

Em entrevista ao HuffPost Live, Yang admitiu que a morte de seu pai, há dois anos, lhe causou depressão crônica, e que ela precisava de algo que lhe tirasse um pouco do estilo de vida acelerado que levava. Inspirada nas fotos de viagens do Pinterest, Yang comprou uma passagem só de ida para a Islândia. E de companhia trouxe a imagem de seu pai para que pudesse cumprir algumas metas de vida que ele tinha.

“Ele nunca viajou, e eu sei que este era um de seus sonhos”, contou. “Então, eu decidi fazer este totem, pois ele está aqui de espírito, eu precisava mostrar esta história e isso poderia me servir como um projeto criativo.”

Primeiro, precisei pensar na logística de carregar um totem em tamanho real. “Fiz o orçamento da viagem e não pagaria um assento extra para uma imagem de 1,8 m”, disse. Então, Yang pensou em uma maneira de marcar o totem com alguns recortes estratégicos para que pudesse dobrá-lo em um formato portátil.

“Não era como se eu estivesse andando no aeroporto com este recorte enorme. Eu o dobrava e carregava embaixo do braço. Por isso, acabava sendo menos estranho para quem cruzava comigo”, explicou.

Galeria de Fotos A viagem de Jinna Yang Veja Fotos

Yang e seu “pai” viajaram para Paris, Londres, por toda a Itália e Islândia. E por onde quer que passavam, os turistas lhe faziam perguntas.

“Foi muito divertido. As pessoas sorriam, apontavam e davam risada como quem diz ‘O que está acontecendo?’. Algumas pessoas ficavam um pouco confusas”, Yang admitiu. “Mas foi muito legal. Eles achavam fofo e divertido, e muita gente se aproximava e perguntava, ‘Quem é esta pessoa? É alguém famoso?”.

Uma vez que ela dizia de quem se tratava, “eles apoiavam e diziam se tratar de uma ideia muito bacana”.

Toda esta viagem foi muito agregadora para Yang.

“Só o fato de estar viajando, eu estava me inserindo em novas culturas. Eu aprendia a simplesmente me sentar na beira de um lago, ou de um rio em Paris, durante uma hora e meia sozinha, comigo mesma, tomando um cappuccino na Itália, comendo macarrão em Florença”, contou. “Foi uma experiência transformadora, que me mostrou que posso ser independente e fazer este tipo de coisa sozinha. Eu posso assumir o compromisso de mudar a minha vida de maneira positiva.”