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19/06/2014 15:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Crise no Iraque: Obama anuncia envio de consultores militares ao país à beira de uma guerra civil

Quase três anos após a retirada das tropas americanas do Iraque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (19) que enviará até 300 forças especiais como consultores para ajudar o país a sair da crise atual. Ele salientou que "tropas norte-americanas não voltarão ao combate" em solo iraquiano.

"Os Estados Unidos continuarão a aumentar seu apoio às forças de segurança do Iraque", afirmou o presidente.

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Obama já havia dito anteriormente que não enviará soldados para o combate no Iraque. O plano é que as forças adicionais que serão enviadas ao país treinem os soldados iraquianos para combater o crescente terrorismo no país, que está à beira de uma guerra civil.

O presidente norte-americano afirmou que ataques aéreos contra os rebeldes são uma possibilidade e que os EUA "estão preparados para realizar ações militares dirigidas a alvos específicos se e quando a situação exigir".

O presidente tem pensado sobre as opções militares no Iraque para acabar com a cada vez mais rápida insurgência sunita no país. Até mesmo uma colaboração com o Irã, um dos maiores rivais dos EUA, está sendo estudada. No entanto, assessores militares temem que uma ação militar pode dar mais força às críticas sobre a atuação do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, o que pode provocar ainda mais ataques. Obama também está pesando a possibilidade de pedir para al-Maliki deixar o poder, além do uso de ataques aéreos e do serviço de inteligência.

No discurso desta quinta, ele enfatizou que cabe aos líderes iraquianos trabalharem em uma solucão política para a crise. "Acima de tudo, os líderes iraquianos precisam superar suas diferenças e se unirem em torno de um plano político para o futuro iraquiano."

"Os EUA não realizarão uma ação militar para apoiar um grupo ou outro", afirmou.

(Com AP)