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18/06/2014 14:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Partidos trocam militantes por advogados na luta contra ‘baixaria' eleitoral nas redes sociais

Montagem/Estadão Conteúdo

De olho nas redes sociais, as principais campanhas eleitorais prometem investir alguns milhões de reais para marcar presença na web. Mas, no lugar de militantes, advogados vão entrar em cena para o combate à ‘baixaria’ eleitoral que promete movimentar o debate – e os bate-bocas – entre os candidatos à Presidência da República.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (18) mostra que os investimentos das campanhas de PT (Dilma Rousseff) e PSB (Eduardo Campos) devem investir na casa dos R$ 2 milhões apenas para os profissionais jurídicos que irão monitorar e defender os interesses de cada sigla no Twitter e Facebook.

Já campanha de Aécio Neves (PSDB) contará com mais de duas dezenas de advogados de um dos principais escritórios do Brasil. Além dos valores, os departamentos jurídicos das campanhas presidenciais devem reunir diversos ex-ministros de tribunais federais. Tudo para defender a liberdade de expressão, mas sem excessos, como gostam de frisar as lideranças partidárias.

Ainda em maio, em entrevista ao G1, várias lideranças partidárias falaram sobre as estratégias que vão adotar nestas eleições, todos de olho no potencial que as discussões nas redes sociais na decisão final de voto do eleitor.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) espera que a Justiça não tenha que intervir tanto no setor, tanto que lançou, no início deste mês, um ato público por eleições limpas na internet. A meta, segundo o presidente da OAB Marcus Vinicius Furtado Coelho, é impedir a disseminação de mentiras e ataques caluniosos na rede.

“A liberdade é regra basilar que todos defendemos. Queremos conscientização da sociedade e dos atores políticos para que a campanha se dê em alto nível, com debate de ideias e projetos para a nação que devemos construir”, comentou Coelho.