NOTÍCIAS
17/06/2014 17:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Brasil x México: goleiro mexicano garante o empate com brasileiros em Fortaleza

Reuters

(Fortaleza) Um zero a zero nunca é bom. Ainda mais para uma equipe que atua em casa, com a força da torcida e vai em busca de mais uma conquista mundial. No duelo da Seleção Brasileira contra o México, este foi o placar da partida e ele só aconteceu por conta de um jogador: Guilhermo Ochoa, o goleiro mexicano, que fez quatro espetaculares defesas e impediu que o Brasil triunfasse na Arena Castelão, fazendo a festa da torcida que lotou as arquibancadas.

A partida era especial por vários motivos. Seria a primeira vez que a Seleção Brasileira atuaria em uma partida de Copa do Mundo no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. Seria, também, uma repetição de um duelo ocorrido na Copa de 1950, quando, na estreia daquela competição, o Brasil goleou os mexicanos por 4 a 0, no Maracanã. Por fim, o jogo marcaria a 50ª vez em que Felipão comandaria o Brasil do banco de reservas.

O Castelão ficou lotado e uma bonita festa foi realizada nas arquibancadas. O mar amarelo, proporcionado pela torcida brasileira, que compareceu em peso com a camisa "canarinho", ganhou o reforço do vermelho e verde, cores das camisetas mexicanas, em diversos setores do estádio: os torcedores rivais invadiram Fortaleza e levaram a alegria que fizeram nas ruas de Fortaleza para a Arena Castelão.

Um dos momentos mais especiais nas arquibancadas se deu quando os mexicanos entoaram a famosa canção local "Cielito Lindo", que, traduzida pelos compositores brasileiros Henricão e Rubens Campos, virou um hino dos estádios brasileiros ("Ai, ai, ai, ai, está chegando a hora..."). Os brasileiros respondiam com o famigerado grito, que já não empolga tanto, "Eu sou brasileiro, com muito orgulho..."




Outro embate entre as torcidas acontecia a cada tiro de meta cobrado pelos goleiros. Um grito de "ooooh puuuto!" - tradição das "canchas" latino-americanas - era ecoado pelos mexicanos sempre que Julio Cesar chutava a bola. Os brasileiros, então passaram a imitar a torcida adversária, com mais força, claro, dada a superioridade numérica no estádio.

Dentro de campo, o primeiro tempo foi truncado, bem disputado e com poucas oportunidades de gol para as duas equipes. O destaque maior ficou por conta da espetacular defesa do goleiro Ochoa em uma cabeçada certeira de Neymar, aos 25 minutos - o replay mostraria que o arqueiro mexicano tirou a bola em cima da linha. Depois, aos 43, o goleiro voltaria a salvar o México em um chute à queima-roupa, na pequena área, de Paulinho.

Quem voltou melhor para a segunda etapa, porém, foi o México, que pressionou o Brasil nos primeiros minutos - os mexicanos, no entanto, não souberam aproveitar os minutos de pressão. Aos poucos o Brasil, que já contava com Bernard no time, voltou a se achar em campo. E só não abriu o placar em um chute de Neymar por conta de mais uma espetacular intervenção de Ochoa. Depois, Jô, que entrou no lugar de Fred, também desperdiçaria uma excelente oportunidade. Aos 43, o zero só não saiu do placar por conta de, novamente ele, o goleirão Ochoa, o homem da partida.

Um empate na primeira fase, no entanto, pode ser um bom indício, por incrível que possa parecer. Em três das cinco conquistas brasileiras, o Brasil empatou uma partida na campanha do título. Em 1958, inclusive, contra a Inglaterra, o empate em 0 a 0 foi o primeiro da história das Copas. O que se passou depois daquilo, todos sabem o roteiro. Esperamos que o atual camisa 10 do Brasil possa repetir, ou ao menos chegar perto, do que o camisa 10 daquela ocasião fez pela Seleção.

Galeria de Fotos Brasil x México: torcida faz a festa no CE Veja Fotos