NOTÍCIAS
13/06/2014 17:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Xingamentos à Dilma causam reações de Lula, Aécio Neves e Eduardo Campos

JF DIORIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os insultos sofridos pela presidente Dilma Rousseff durante a abertura da Copa, na quinta-feira (12), estão repercutindo entre os políticos brasileiros, inclusive os rivais dela na corrida presidencial. As ofensas foram feitas em coro na Arena Corinthians por boa parte dos torcedores presentes.

O ex-presidente Lula, nome do PT que seria uma alternativa ao de Dilma em outubro, acredita que não havia pobres entre os torcedores que xingaram a presidente ontem. "Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes aos verem os pobres começarem a comer, mas não, elas se incomodam", desabafou o petista em um ato político em Teresina (PI) nesta sexta-feira (13). "Elas preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos", opinou Lula, apontando que a manifestação no estádio seria classista.

Para o senador tucano Aécio Neves, o protesto da torcida contra Dilma foi um desrespeito, mesmo que críticas ao governo petista sejam mais do que necessárias, segundo ele. "Por mais compreensível que seja o sentimento dos brasileiros, acredito que a sua manifestação deve se dar no campo político, sem ultrapassar os limites do respeito pessoal", defendeu Aécio em sua página no Facebook.

O presidenciável Eduardo Campos, do PSB, foi mais condescendente em relação aos xingamentos que Dilma ouviu. Segundo o UOL, ele disse entender o mau humor que reina entre os brasileiros neste momento. "Talvez a forma [de hostilizar a presidente] não tenha sido a melhor de expressar esse mau humor, essa discordância", ponderou. "Mas vale o ditado: na vida, a gente colhe o que a gente planta", alfinetou.

Pelo Twitter, a equipe Campos seguiu as críticas ao governo Dilma.

Também pelo Twitter, o ex-ministro de FHC Luiz Bresser-Pereira lamentou a "demonstração da incivilidade das classes dominantes paulistanas", que seriam os torcedores responsáveis pelas agressões verbais. "Só seus membros podiam pagar os ingressos [de abertura da Copa]", defende o professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para Bresser-Pereira, a elite se voltou "feroz e desrespeitosamente" contra Dilma.