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12/06/2014 10:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Confronto entre PM e manifestantes em SP gera primeira confusão na Copa do Mundo

MARIANA TOPFSTEDT/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes do intitulado “Grande Ato 12 de Junho Não Vai ter Copa” entraram com a Tropa de Choque da Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (12), em São Paulo. A confusão aconteceu por volta das 10h, nos arredores da Estação Carrão da Linha 3-Vermelha do metrô, principal caminho para quem vai à Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo, às 17h, com o jogo entre Brasil e Croácia.

Segundo reportagem da Globo News, cerca de 20 manifestantes se concentravam na rua Apucarana, na esquina com a Radial Leste. De acordo com PM, foi ordenado que o grupo não tentasse bloquear o trânsito e, diante da negativa dos manifestantes, a Tropa de Choque avançou, lançando bombas de efeito moral e de gás.

Já a Reuters informou que cerca de 200 manifestantes organizavam um protesto, perto da estação de metrô Carrão. Aproximadamente 300 PMs formaram um cordão de isolamento para conter o protesto. Depois da primeira ação de repressão, poucos manifestantes tentavam se reagrupar.

O estudante Luiz Gustavo, um dos manifestantes, disse que o objetivo é atrapalhar a passagem do ônibus da seleção brasileira de futebol. Ele criticou a ação "desproporcional" da PM.

Os organizadores acusaram a PM de não permitir a concentração do protesto.

O major Santiago, no comando da PM, não forneceu dados de efetivo ou de estratégia.

Um manifestante chegou a ser detido, por suposta resistência às ordens. O G1 informou que ele foi levado para base da PM no Cepam – Centro Educacional Paulistano de Motociclistas, que está sendo usada como base pela PM. Após ser revistado, esse detido acabou liberado pelos policiais.

Na confusão, a produtora da rede americana CNN Barbara Arvanitidis ficou ferida e foi socorrida por outros jornalistas e alguns manifestantes, após ter sido atingida por um artefato de metal.

A jornalista Shasta Darlington, também da CNN, agradeceu o apoio à colega durante o tumulto.

Além de São Paulo, o “Grande Ato 12 de Junho Não Vai ter Copa” está programado em outras nove cidades brasileiras e duas no exterior. Os descontentes reclamam dos gastos bilionários com o Mundial, dos lucros da Fifa e da remoção de famílias de áreas onde começaram obras para a competição.

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(Com Reuters)