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10/06/2014 20:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Eduardo Campos e Marina Silva se unem para apagar ‘fogo amigo' dentro da chapa PSB-Rede

ERBS JR./FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O recente indicativo do PSB paulista de que vai apoiar Geraldo Alckmin nas eleições para o governo de São Paulo, em outubro, causaram o primeiro grande teste para Eduardo Campos e Marina Silva. A dupla, que forma a chapa peesebista para o pleito presidencial, usou a terça-feira (10) para apagar o ‘fogo amigo’ que se criou entre os próprios apoiadores.

“Se em um ou outro estado não vamos poder estar juntos, essa é uma questão meramente estadual, não tem nada a ver com a aliança nacional. A aliança nacional é muito maior do que qualquer episódio em qualquer estado, por mais importante que seja esse estado”, disse Campos, em declaração reproduzida pelo G1.

Mais cedo, Marina buscou adotar um discurso conciliador em sua página oficial no Facebook. A mesma postagem foi compartilhada por Campos em sua página na mesma rede social.

O discurso visou diminuir um pouco o tom crítico adotado pela própria Marina no último sábado (7), quando ela criticou abertamente a possibilidade do PSB integrar a chapa de Alckmin em São Paulo.

Um dia antes, o ex-deputado tucano Walter Feldman explicou, em entrevista ao Jornal da Gazeta, o cenário do lado dos apoiadores da Rede, que não aceitam de forma alguma a aliança com os tucanos em São Paulo. Ele já mostrava, em sua fala, que existia a possibilidade dos dois lados “caminharem em sentidos diferentes” no Estado.

Eduardo Campos não se cansa a dizer de que as pesquisas seguem indicando o caminho da “mudança”, mas o próprio Feldman já adianta algo possível: que o eleitor veja a contradição da própria candidatura, diante do caminho escolhido em São Paulo.

Se a convenção do PSB, marcada para o dia 29 deste mês, confirmar a vontade dos parlamentares paulistas da sigla, esse pode ser mais um adversário rumo ao Palácio do Planalto. Isso se o ‘fogo amigo’ seguir sob controle.

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