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09/06/2014 18:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Greve no metrô de São Paulo é suspensa, mas pode ser retomada no dia da abertura da Copa

TABA BENEDICTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (9) de noite, os metroviários de São Paulo decidiram suspender a greve de metrô que já durava cinco dias, mas ameaçaram retomar a paralisação na próxima quinta, 12 de junho, o dia da abertura da Copa do Mundo, em São Paulo. Com a suspensão da greve, os funcionários decidiram retomar imediatamente ao trabalho.

A retomada do movimento no dia 12 dependerá, segundo disseram os grevistas durante a reunião, de o governo recuar e readmitir 42 funcionários do Metrô demitidos hoje. Uma nova assembleia deve ser realizada na quarta-feira, às 18h30, véspera do início do Mundial.

"A categoria entendeu que era hora de voltar ao trabalho para mostrar disposição em negociar. Espero que o governo negocie", afirmou Altino Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

Durante a reunião, foram discutidas três propostas: continuar a greve, suspendê-la com a possibilidade de retomada no dia 12, ou encerrá-la.

Em entrevista na tarde desta segunda-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que as negociações com os grevistas foram encerradas e que o reajuste salarial foi definido pela Justiça. Questionado sobre as demissões, ele deu a entender que elas não serão revogadas.

"A discussão já foi encerrada. O Tribunal Regional do Trabalho já estabeleceu a abusividade da grave e até penalidades para o sindicato, além do dissídio, que é exatamente o proposto pelo Metrô. O que está em discussão agora é o direito de 5 milhões de pessoas. O governo não fará novas demissões para quem voltar ao trabalho. Os que foram demitidos não foram só por causa da greve. Há outros fatos que o Metrô falará oportunamente", disse Alckmin.

Durante a tarde, uma reunião entre o governo de São Paulo e os metroviários terminou sem solução para o impasse. Segundo o secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, "não houve acordo". Ele informou que foram 42 funcionários demitidos por justa causa e não 60, conforme informado mais cedo. Outros 13 casos ainda estão sob análise.

Com Estadão Conteúdo

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