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30/05/2014 12:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Quem vai ficar com ele? Apoio de Joaquim Barbosa abre disputa entre Aécio Neves e Eduardo Campos

Montagem/Estadão Conteúdo

Joaquim Barbosa foi especulado ao posto de candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, mas não se arriscou a trocar o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo palanque. Mas engana-se quem pensa que o futuro ex-presidente da corte – cuja saída ele mesmo anunciou nesta quinta-feira (29) – não terá peso eleitoral.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (30), o apoio de Barbosa já está sendo disputado entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Ao saberem da saída do ministro do STF, ambos trataram de demonstrar respeito e elogio à atuação de Barbosa, com um olhar mais a frente.

“Qual partido não gostaria de ter Barbosa em seus quadros?”, disse Campos. “É um homem que o Brasil aprendeu a respeitar”, opinou Aécio. Na visão dos candidatos da oposição, obter o apoio de Joaquim Barbosa poderia aumentar o potencial de suas candidaturas absorverem uma faixa de eleitores que, questionados no início deste ano sobre uma candidatura do ministro do STF, responderam de uma maneira positiva.

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Ainda para a Folha de S. Paulo, a ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon disse não acreditar que Barbosa apoie abertamente qualquer candidato. Foi ela quem convidou o ministro do Supremo a se filiar ao PSB de Campos, algo que ela fez para concorrer ao Senado em outubro, mas que Barbosa preferiu não fazer.

Oficialmente, o ainda presidente do STF está mais interessado em redistribuir os seus processos entre os colegas e cumprir a sua permanência até o fim de junho. Ele já avisou que pretende viajar e se manter distante do cenário eleitoral brasileiro, mas Aécio e Campos esperam mudar esse cenário.

Aos petistas, fica o alívio de ver Barbosa longe do Supremo – ele foi relator do processo que condenou 24 dos 40 denunciados no mensalão – e a observação dos próximos passos do “carrasco” de petistas históricos como José Dirceu e José Genoino. Nada que preocupe a presidente Dilma Rousseff, pelo menos por enquanto.