NOTÍCIAS
30/05/2014 14:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Crise da água em SP: Fabio Feldmann diz que governo de SP negligenciou crise do Cantareira

Divulgação/PSDB

Responsável pela área de meio ambiente do programa de governo de Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-deputado federal Fabio Feldmann criticou, em entrevista à Revista Brasileiros, o governador tucano Geraldo Alckmin pela crise no fornecimento de água em São Paulo.

Feldmann, conhecido ambientalista e historicamente ligado ao PSDB, não esconde sua preocupação com a crise do Sistema Cantareira, cuja magnitude, afirma ele, tem sido mascarada pelas autoridades, a começar pela administração de Geraldo Alckmin, candidato à reeleição.

“Na minha opinião, os governos, particularmente o de São Paulo, negligenciaram a crise”, diz Feldmann, secretário de meio ambiente do governo Mário Covas, entre 1995 e 1998. “Temos uma situação que não será resolvida neste ano e poderá se agravar a tal ponto que tenhamos de ir para um racionamento radical”, diz.

Apesar da torcida, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para reverter a tendência de esgotamento do Sistema Cantareira. Na quinta-feira (29), segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a capacidade do reservatório estava próxima de 25%, e seguia em queda. Segundo meteorologistas, não é razoável supor que as chuvas voltem com a intensidade exigida para a recomposição do Cantareira, ao menos até o fim de outubro.

LEIA TAMBÉM

- Geraldo Alckmin dá pontapé inicial na captação do volume morto

- Entenda a Guerra da Água entre São Paulo e Rio de Janeiro

Feldmann considera negativa a forma como o chamado volume morto foi incorporado à estratégia de comunicação do governo estadual. “A campanha da Sabesp, dizendo que aumentou o volume morto para 28% [o índice registrado na sexta-feira, 23 de maio, quando a entrevista foi realizada], me parece uma loucura, sinaliza para a sociedade que estamos com a crise sob controle, quando não estamos.”

O ex-deputado ainda tem uma opinião particular sobre se a capital passará por um racionamento de água ou não. "É provável que sim, por isso deveria ser criado um comitê de crise, talvez envolvendo o governo federal, o estadual e as prefeituras. Não sei, por exemplo, como Campinas e essas outras cidades vão fazer… Como elas vão fazer? Simplesmente não vai ter água, ponto, acabou. Não é uma hipótese, mas uma probabilidade muito alta".

Leia a entrevista completa no site da Revista Brasileiros