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26/05/2014 18:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Copa 2014: sem Felipão, Parreira e Murtosa reafirmam favoritismo da Seleção na Copa em entrevista coletiva

Estadão Conteúdo

Na primeira entrevista coletiva realizada na Granja Comary, local onde a Seleção Brasileira realizará sua preparação visando a disputa da Copa do Mundo, Felipão não apareceu. Mais importante figura da comissão técnica do Brasil, o treinador Luiz Felipe Scolari, de forma surpreendente, se absteve da conversa com os jornalistas, realizada na tarde desta terça-feira, deixando a responsabilidade para Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico, e Flávio Murtosa, assistente técnico da Seleção.

Em um dia em que foram registrados protestos contra a Seleção Brasileira tanto na saída da delegação do Rio de Janeiro quanto na chegada a Teresópolis, os integrantes da comissão técnica do Brasil, visivelmente na defensiva, responderam perguntas sobre questões ligadas à preparação da Seleção Brasileira, bem como sobre fatores extracampo, como protestos de manifestantes “anti-Copa”, relacionamento com a imprensa e critérios de convocação.

"A Seleção é um patrimônio cultural do povo brasileiro", afirmou Parreira, frisando que dezenas de torcedores demonstraram apoio à Seleção durante o percurso do ônibus da delegação brasileira entre o Rio de Janeiro e Teresópolis.

O comandante do Brasil na conquista do tetra, em 1994, também esbanjou confiança na conquista do hexa em solo brasileiro. “A seleção campeã chegou à Granja Comary hoje”, afirmou em determinado momento. Em outra explanação, disse que a Seleção já está “com uma mão na taça”.

O imenso otimismo foi justificado pelo fato de a Seleção, para ele, possuir “um timaço”, que não se vale de “oba-oba”. As respostas enfáticas podem ser consideradas uma maneira de rebater o ceticismo de parte da população, tanto em relação à realização da competição no Brasil como quanto às reais condições da Seleção conquistar o título.

Parreira afirmou que esta é a oportunidade de o Brasil enterrar de vez o fantasma do Maracanazo. “Queremos reescrever esta história", pontuou.

Apesar de ausente, Luiz Felipe Scolari foi lembrado em diversas vezes pelos repórteres. Questionado sobre os critérios de convocação de Felipão para escolher os representantes do Brasil na Copa, Parreira foi enfático: “O critério é não ficar preso a dogmas. A convocação é do treinador, só dele. Não cabe contestação". Murtosa também avaliou Scolari, dizendo que ele está no “ápice” de sua carreira.

O curto período de preparação da equipe brasileira foi minimizado pelos dois integrantes da comissão técnica brasileira. Para Parreira, o mais importante é que “o clima entre os atletas é excelente e a motivação para vencer a competição é total”. Para ele, o talento dos atletas conta apenas “30%”. “O resto é trabalho árduo”.

A disputa da Copa das Confederações, quando a Seleção encontrou um padrão tático, readquiriu confiança e voltou a encantar os torcedores, para ambos, foi um passo fundamental no caminho para a Copa. “O mais difícil, que era montar um time, já passou”, lembrou Murtosa, relembrando a disputa da competição realizada no Brasil em 2013. Na mesma linha, Parreira afirmou que era “importante definir um time e uma maneira de jogar, e esta fórmula foi achada na Copa dos Confederações”.

Sobre a relação com a imprensa e com os torcedores durante a estadia da Seleção em Teresópolis, Parreira lembrou que “a Granja não permite que a Seleção fique exposta, por questão de segurança”. O coordenador técnico do Brasil, no entanto, lembrou que “os jornalistas vão acompanhar de camarote”, frisando as ótimas condições que serão oferecidas aos profissionais da mídia no local.

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