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22/05/2014 16:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Sindicatos patronal e de rodoviários dizem que greve acabou na capital paulista

NELSON ANTOINE/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) não aceitou nesta quinta-feira (22), em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), negociar a legalidade da greve dos rodoviários na capital paulista. Sem acordo, a legalidade da paralisação, e as possíveis punições aos participantes serão agora julgadas pela Justiça de acordo com a legislação.

Apesar de não entrarem em consenso, o sindicato patronal e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), que representa os trabalhadores, informaram que a paralisação de motoristas e cobradores está encerrada na capital paulista. A informação foi apresentada pelas duas partes no juízo trabalhista e incorporada à ata da audiência de conciliação.

O sindicato dos trabalhadores ressaltou que a paralisação foi iniciada por uma “facção” de empregados vencida na assembleia da categoria. Segundo a entidade, o ajustado na convenção coletiva, ou seja, o aumento de 10%, é o que deverá ser acatado pela categoria - os dissidentes querem pelo menos 20%. A reunião está sendo presidida pela desembargadora do Trabalho, Rilma Aparecida Hemetério.

Depredações

Mesmo com o apoio da Polícia Militar, pelo menos 40 ônibus municipais foram depredados por motoristas e cobradores favoráveis à paralisação, até o início da tarde desta quinta-feira em São Paulo, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.

A SPTrans registrou desde veículos que tiveram retrovisores e vidros quebrados até casos em que as portas foram destruídas e os pneus furados. Hoje, a Polícia Militar precisou intervir na garagem da Viação Santa Brígida para que os veículos pudessem sair do local.

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As empresas responsáveis pelo transporte coletivo cobraram em um ofício que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) também estivesse nos terminais e garagens de ônibus para que os veículos pudessem prestar o serviço. O pedido não foi atendido pela Prefeitura, segundo Francisco Christovam, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP-Urbanuss).

Greve ainda afeta três empresas na Grande SP, diz EMTU

Três empresas permanecem afetadas pela paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus, prejudicando o transporte em cinco cidades da Grande São Paulo, segundo a Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU). Duas empresas estão completamente paradas: Viação Osasco, que atende as cidades de Osasco e Carapicuíba, e Mobi Brasil, que circula na região do ABC, nas cidades de São Bernardo e Diadema.

Já a Urubungá, que cobre as regiões de Osasco e Barueri, opera com 20% da frota reduzida.

Ainda de acordo com a EMTU, os ônibus da empresa Miracatiba, que realiza transporte intermunicipal nas cidades de Itapecerica da Serra e Embu das Artes, estão voltando a funcionar gradativamente.

Ao todo, direta ou indiretamente, 13 cidades da Grande SP estão sendo afetadas pelas paralisações da categoria, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

(Com Estadão Conteúdo)