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22/05/2014 10:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Aécio Neves diz que é contra a experiência do Uruguai de legalização da maconha: 'Brasil não pode ser cobaia'

Montagem/Estadão Conteúdo/Getty Images

Com a intenção de se consolidar como uma voz ativa nas críticas à criminalidade no Brasil, o senador Aécio Neves decidiu mirar a área de segurança pública do governo de Dilma Rousseff. Ele vem defendendo posições conservadoras, como a redução da maioridade penal e o endurecimento da guerra ao tráfico de drogas, sem a descriminalização.

Em entrevista à Folha/UOL, Aécio diz que é contra a experiência do Uruguai, que legalizou a produção e o consumo da maconha. No início deste mês, o país vizinho se tornou o primeiro do mundo a regulamentar o mercado da maconha. O objetivo do presidente José Mujica, que promulgou a lei, é justamente o combate ao narcotráfico. "Não vamos fomentar o fumo ou a boemia", explicou o presidente. "Esta não é uma política que busque expandir o consumo."

Aécio não quer seguir os passos de Mujica. "O Brasil deve olhar essa experiência, como outras em todo o mundo, mas não gostaria de ver o Brasil como cobaia de uma experiência que não se sabe o resultado", defendeu Aécio.

Para o presidenciável, a solução é agravar as penas dos grandes traficantes a partir de uma "inflexão profunda" no Código Penal.

Questionado pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha/UOL, se já usou algum tipo de droga ilícita em outra época da vida dele, Aécio foi enfático ao dizer que já havia respondido a mesma questão em outras ocasiões. "Quando tinha 18 anos, experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça", concluiu. (leia íntegra da entrevista com Aécio)

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