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21/05/2014 12:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Polícia prende 70 pessoas em operação contra pornografia infantil em Nova York

AP

Um policial, um paramédico, um rabino, uma enfermeira e um escoteiro estavam entre as 70 pessoas detidas em Nova York nas últimas semanas como parte de uma investigação de pornografia infantil na internet.

As autoridades que terminaram cinco semanas de investigação na semana passada, anunciaram nesta quarta-feira que 70 pessoas foram indiciadas na operação. Segundo essas autoridades, foi um grande viés contra os consumidores de pornografia infantil e um recado de que eles estão em todos os segmentos da sociedade.

"Consumir pornografia infantil não é algo feito por desempregados que vivem no porão da casa dos pais", disse James Hayes, agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas de Nova York. "Se essa operação tem algo a dizer é negar a crença de que as pessoas que fazem isso não são membros produtivos da sociedade".

Avanços na área de tecnologia permitiram que imagens de pornografia infantil se dispersem mais facilmente entre outras imagens, segundo as autoridades. A operação tomou 600 computadores, tablets, smartphones e outros aparelhos contento 175 terabytes de armazenamento.

As autoridades decidiram lançar a operação em janeiro após a prisão de um ex-chefe de polícia de Mount Pleasant, Brian Fanelli, que disse não ser culpado por acusações de ter recebido e distribuído pornografia infantil. Documentos judiciais apontam que Fanelli disse aos investigadores que ele começou a olhar pornografia infantil como pesquisa até que se tornou um "interesse pessoal".

As autoridades disseram que os acusados tinham acesso a crianças, mas não havia denúncias de abuso. O líder de escoteiros também era treinador de um time de basquete. O rabino dava aulas em casa para crianças. Outro tinha escondido câmeras em casa para filmar em segredo os amigos de seus filhos.

(Com Associated Press)