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21/05/2014 12:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Greves no Brasil: policiais civis cruzam os braços em pelo menos seis estados e no Distrito Federal

ALEX DE JESUS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

A população de seis estados e do Distrito Federal está sendo afetada pela paralisação de policiais civis nesta quarta-feira (21). As adesões foram confirmadas pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), entidade responsável pela convocação da categoria para a greve, que pede melhores condições de trabalho no exercício da profissão.

Segundo o G1, os policiais civis do DF, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe cruzaram os braços. Segundo a Cobrapol, o principal ponto reivindicado é cobrar do governo federal uma política nacional de segurança pública, algo inexistente atualmente em todo o País.

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A paralisação desta quarta-feira começou às 8h da manhã e terminará à meia-noite. Em entrevista à revista Veja, o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, explicou que falta uma posicionamento claro do governo federal quanto ao trabalho policial no País hoje. “Não existe uma gestão nacional nem investimento adequado. Nesse jogo de empurra, a população fica com a sensação de impunidade. Em alguns Estados, o índice de crimes solucionados não passa de 8%, é baixíssimo”.

Apesar da mobilização de greve reunir majoritariamente policiais civis, a confederação da classe diz ter o apoio de policiais federais, ligados à Federação Nacional (Fenapef), de policiais rodoviários da Federação Nacional da categoria (Fenaprf), e da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme). Está última, porém, negou estar apoiando a paralisação.

Para a população, a greve dos policiais civis não traz um prejuízo no trabalho de segurança pública ostensiva – de responsabilidade das Polícias Militares de cada Estado –, mas sim no trabalho de investigação de ocorrência e de atendimentos nas delegacias, por exemplo, que são atribuídos à Polícia Civil.

Da parte do governo federal, quem falou nesta terça-feira sobre a possibilidade de greve dos policiais civis foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Ele minimizou o assunto, duvidando até mesmo da força da paralisação desta quarta-feira. “São instituições de Estado. Acho que vão compreender que o papel dessas instituições é de proteger a segurança e não criar um problema para a segurança”, comentou, em declarações reproduzidas pela Agência Brasil.