COMPORTAMENTO
17/05/2014 17:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

O que 9 meses de gravidez realmente fazem com o corpo de uma mulher (FOTOS)

Jade Beall

No ano passado, a fotógrafa e evangelista do amor pelo próprio corpo Jade Beall disse ao HuffPost Parents que a sociedade sofre “uma epidemia de mulheres que se sentem indignas de serem descritas como belas”. Ela falou de seu sonho para curar essa crise de autoconfiança.

A artista do Arizona estava usando o Kickstarter para financiar um projeto de livro; sua esperança era publicar um volume de imagens mostrando a beleza natural dos corpos nus e seminus de mães. Sua campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) foi tremendamente bem-sucedida, levantando quase três vezes o valor pretendido, e agora o livro está aqui. The Bodies of Mothers: A Beautiful Body Project (Os corpos de mães – um projeto de corpo belo), com retratos de mulheres e histórias pessoais que os acompanham, foi lançado no Dia das Mães.

A data foi apropriada, já que uma parte grande do trabalho de Beall documenta como as mulheres que dão à luz aprendem a aceitar, apreciar e amar as mudanças corporais associadas aos nove meses passados carregando um filho na barriga.

Na introdução, Beall conta como sempre se sentiu incomodada com sua própria aparência – e explica como, depois de muita autoanálise e autocrítica, a gravidez a ajudou a enxergar seu corpo com olhos mais amorosos. Seu filho, Sequoia, agora tem 2 anos.

A fotógrafa disse ao HuffPost por e-mail que fotografou centenas de mulheres para o projeto, e a maioria delas ficou paralisada. “Mas elas estavam totalmente engajadas com o projeto de redefinir o conceito de nossa sociedade do que é verdadeiramente belo: a diversidade”, disse Beall.

É claro que também já chegou feedback negativo, mas a fotógrafa abraça as críticas, dizendo que a ajudam a crescer. A principal preocupação que ela ouve é de pessoas que questionam se mostrar mulheres dessa maneira na realidade não as objetifica, no mesmo estilo dos meios de comunicação menos sensíveis, que ela rejeita.

Respondendo às críticas, Beall diz: “Para a mensagem que quero transmitir, que é ‘você é bela na pele em que está’, preciso de mulheres voluntárias, que se sintam bem e totalmente à vontade em mostrar seu corpo. Isso não quer dizer que eu não honre igualmente minhas irmãs que não querem mostrar sua pele desnuda. Apenas quero destacar a história insubstituivelmente bela de nossa pele.”

Quando lhe foi perguntado que conselho sobre imagem corporal ela daria às grávidas que ainda não deram à luz, Beall ofereceu palavras de incentivo:

“Seu corpo é uma obra-prima e merece ser elogiado por toda a humanidade! Você é belíssima, e se seu corpo muda um pouco ou muito após o parto, celebre a mudança! É uma honra com que milhares de outras mulheres não podem fazer mais que sonhar. Relaxe em sua perfeição e seja gentil com você mesma. Ser mãe já é um desafio suficiente, sem desprezarmos nosso corpo belo e poderoso.”

Tudo se resume à mensagem fundamental de Beall: “Em um mundo que precisa desesperadamente de líderes dotados de compaixão”, precisamos celebrar nossos irmãos e irmãs de todos os formatos, estilos e filosofias – começando por nós mesmos.

Tatuagem de Melanie Nead, Icon Tattoo, Portland, Oregon.