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15/05/2014 15:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Crise da água em SP: Geraldo Alckmin dá pontapé inicial na captação do volume morto

Paulo Fischer/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin deu início à captação de água do chamado “volume morto” da represa Jaguari/Jacareí, em Joanópolis, no interior paulista, na manhã desta quinta-feira (15). Foi Alckmin quem acionou a operação das sete bombas instaladas na represa, em um investimento de R$ 80 milhões. Segundo ele, a água “é de qualidade” e permitirá que não falte água na Grande São Paulo.

“O governo de São Paulo não está esperando São Pedro para resolver o problema da seca. Nós estamos trabalhando 24 horas por dia com todo o empenho, engenharia e técnica para garantir o abastecimento de água à população”, afirmou o governador durante a cerimônia. Com a captação do volume morto – o qual o governo do Estado prefere chamar de “reserva técnica” –, o nível do Sistema Cantareira será acrescido de 182,5 bilhões de litros de água, o que fará com que o nível do sistema suba 18,5% a partir desta sexta-feira (16).

Volume morto é a parcela do volume total que fica inativa, no fundo da represa, o que significa que não é utilizada para fins de captação de água. Essa faixa dos reservatórios costuma acumular sedimentos diversos ao longo de muitos anos. No caso do Cantareira, o volume morto nunca foi utilizado por não haver necessidade e, principalmente, por não existir até este ano uma obra que proporcionasse a captação dessa água.

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Para a população de quase 9 milhões de pessoas que são abastecidas pela água do sistema na região metropolitana de São Paulo e na capital, a água do volume morto começa a chegar às torneiras a partir de domingo (18), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Ainda visando garantir o abastecimento até a próxima estação de chuva – prevista para depois do inverno –, o projeto de instalação de bombas para captação de águas do volume morto na represa Atibainha.

Durante a solenidade, Alckmin não adiantou até quando a água do volume morto será utilizada no abastecimento. Segundo nota divulgada pelo governo paulista, “esse recurso será utilizado para abastecer a população da região metropolitana de São Paulo por período estimado até março de 2015”, mas “em caso de as chuvas voltarem à normalidade, o uso da reserva técnica deverá ser suspenso, com retorno ao modelo de captação anterior”.