NOTÍCIAS
12/05/2014 19:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Eleições: quem não votar ajudará a causar prejuízo superior a R$ 195 milhões aos cofres em 2014

Carlos de Quadros/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Não são poucos os brasileiros que reclamam da obrigatoriedade do voto a cada dois anos, quando acontecem eleições para gestores públicos no Brasil. Entretanto, quem opta por não comparecer acaba contribuindo para um triste dado: um grande prejuízo aos cofres públicos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Somados os dois turnos das eleições de 2010, o prejuízo ocasionado pela chamada abstenção – não comparecimento dos eleitores – chegou a R$ 195,2 milhões. De acordo com o TSE, há quatro anos cada eleitor custou R$ 3,63 por eleitor. Levando em conta que, há quatro anos, o número de eleitores aptos a votar ultrapassou os 135,8 milhões, o prejuízo com abstenções pode ser maior em 2014, há que quase 142 milhões de pessoas estão aptas a votar neste ano.

Engana-se ainda quem pensa que a história seria diferente se o voto não fosse obrigatório no Brasil. Segundo o TSE, legalmente é necessário que as eleições sejam preparadas segundo o número total de pessoas aptas a votar. Em linhas gerais, os gastos não teriam grandes alterações, ao passo que o prejuízo com as ausências provavelmente seria ainda maior.

LEIA MAIS

- Dilma x Aécio: baixaria já corre solta no duelo dos perfis não oficiais

- Avanço de Aécio Neves aumenta chance de segundo turno na corrida presidencial, diz Datafolha

- Estamos vendo pelo em ovo? Novela Geração Brasil, da Globo, faria propaganda a Aécio e Campos

A pouca confiança da população brasileira na classe política também leva a outras concepções que nem sempre se confirmam. A primeira diz respeito aos votos brancos e nulos – quando o eleitor não escolhe nenhum candidato na urna eletrônica. Além de “ajudar” a quem está na liderança (o resultado final que define a eleição de um candidato leva em conta apenas os votos válidos, quando o eleitor optou por algum nome), quem anula ou vota em branco contribui para novas perdas financeiras. Em 2010, o valor passou de R$ 60 milhões.

Outra perda não é financeira, mas sim cívica, de acordo com o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello. Ele pondera que, ao contrário do que se diz, a população não é vítima no processo eleitoral, mas sim protagonista, uma vez que é ela quem decide quem vai vencer o pleito. “É preferível pecar por ato comissivo a pecar por ato omissivo”, disse.

As eleições presidenciais no Brasil acontecem em primeiro turno no dia 5 de outubro. Nas cidades onde for necessário o segundo turno, ele está marcado para o dia 26 do mesmo mês.