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10/05/2014 09:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Nova ameaça no ar: avião quase colide com drone nos EUA

ASSOCIATED PRESS
This undated image provided by Amazon.com shows the so-called Prime Air unmanned aircraft project that Amazon is working on in its research and development labs. Amazon says it will take years to advance the technology and for the Federal Aviation Administration to create the necessary rules and regulations, but CEO Jeff Bezos said Sunday Dec. 1, 2013, there's no reason Drones can't help get goods to customers in 30 minutes or less. (AP Photo/Amazon)

Volta e meia a gente ouve falar de pássaros tragados pelas turbinas de aviões... e sempre pensa 'como pode um ser comparativamente tão pequeno colocar em risco a vida de dezenas de passageiros!' Pois prepare-se: uma nova ameaça se prolifera nos ares e, em breve, poderá provocar um acidente aéreo.

Segundo o site do jornal Wall Street Journal, um avião comercial norte-americano quase colidiu com um drone (veículo aéreo não tripulado) nos céus da Flórida em março deste ano.

Um piloto da American Airlines relatou às autoridades ter voado perigosamente perto de "uma pequena aeronave pilotada remotamente" a uma altitude de cerca de 700 metros perto do aeroporto de Tallahassee em 22 de março. O quase acidente, até agora mantido em segredo, foi revelado pelo chefe do escritório de aeronaves não-tripuladas da Agência de Aviação Federal, Jim Williams.

"O piloto disse que que estava tão perto que ele pensou que tivesse colidido com o drone", disse Williams. Exames realizados posteriormente não confirmaram a colisão, mas o oficial admitiu ao Journal que "o risco de um pequeno (drone) ser tragado pelo motor de um avião é bem real".

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Drones já são uma preocupação jurídica

Segundo a reportagem, é a primeira vez que se ouve falar de uma quase colisão entre um avião comercial e um drone. As regras da aviação determinam que duas aeronaves tripuladas nunca devem se aproximar a menos de 300 metros verticalmente e vários quilômetros lateralmente. Mas não há regras claras sobre a operação de drones para fins comerciais e de que forma essas aeronaves não-tripuladas devem ser integradas com segurança ao complexo sistema de aviação comercial.

O uso recreacional de aeronaves não-tripuladas já é algo antigo, mas de alguns anos para cá os EUA têm utilizado amplamente drones para realizar ataques militares em regiões de alto risco como Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Com frequência, há relatos de drones matarem civis.

Mais recentemente começou-se a falar da utiilzação de drones para fins comerciais, como no caso da Amazon, a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, que anunciou testes de drones para entregar encomendas em menos de 30 minutos a seus clientes.

Segundo o Wall Street Journal, os drones estão se tornando menores, mais baratos e fáceis de operar remotamente, o que deverá resultar em uma proliferação cada vez maior de seu uso para diversos fins. "O gênio já está fora da lâmpada. É um desastre esperando para acontecer", afirmou ao Journal Marko Peljhan, executivo da empresa eslovena C-Astral Aerospace, que fabrica drones.

Leia a reportagem completa no Wall Street Journal.

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