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09/05/2014 15:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Jérôme Valcke alerta turistas: "Não apareçam no Brasil pensando que é a Alemanha"

AP

"Não apareçam no Brasil pensando que é a Alemanha”. O conselho, apesar de um tanto óbvio, mesmo para os “turistas-torcedores” mais incautos, foi reforçado pelo secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke em conversa com jornalistas de agências internacionais, em Zurique, nesta semana.

O dirigente da entidade que rege o futebol mundial afirmou que, no Brasil, os torcedores não poderão dormir em seus carros ou em barracas como fizeram em 2006 na Alemanha e tampouco se deslocar de uma sede a outra usando trens.

“Não há como dormir na praia, porque é inverno. Garanta sua acomodação. Não há como chegar com uma mochila e começar a andar. Não existem trens, não se pode dirigir de uma sede à outra”, alertou o suíço. “Não apareçam no Brasil pensando que é a Alemanha, que é fácil se mover pelo país. Na Alemanha, você poderia dormir no carro. No Brasil não”, completou.

A falta de estrutura, as longas distâncias entre as sedes, os altos preços e sensação de insegurança, para Valcke, serão problemas a serem enfrentados pelos turistas. ”Eu sei que é difícil falar sem criar uma série de problemas. Mas minha mensagem para os torcedores é de que tenham certeza de que tenham tudo organizado quando viajarem ao Brasil”, disse Valcke.

O secretário-geral da Fifa também afirmou que a entidade apostava, em 2009, que houvesse tempo para que todas as reformas de infraestrutura pudessem ser feitas e apontou que a mudança de governo no Brasil no meio da preparação também prejudicou a organização.

“Encaramos uma eleição geral no Brasil e não foi fácil sair de Luiz Inácio Lula da Silva para uma nova presidente. Sempre leva algum tempo para um novo governo entrar nos assuntos e tivemos também um número elevado de mudanças de ministros”, disse.

Sobre Lula, Valcke também o apontou, ao lado de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, como o responsável pela definição de 12 sedes na Copa, fazendo com que as seleções tivessem que viajar por várias regiões do País durante o torneio.

“É verdade que você multiplica os riscos ao ter mais estádios. Mas tivemos uma situação em que tínhamos um governo e um presidente, que naquele momento era Lula, que te explicam que a Copa deve ser para todo o Brasil, e não apenas para poucas cidades”, disse.