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01/05/2014 11:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Como viver em uma casinha sobre rodas (FOTOS)

Kayla Feenstra

Uma paisagista da Colúmbia Britânica, no Canadá, encontrou uma maneira de fugir de um financiamento imobiliário caro e ainda assim viver na casa de seus sonhos: construir sua própria casa.

Que tem 10,76 m².

Kayla Feenstra, 30 anos, está dando os retoques finais à sua casa minúscula em Abbotsford, uma cidade a pouca distância de Vancouver.

Apelidada de “Jack in the Box”, sua casa, projetada sob medida para ela, custou US$15 mil (R$34 mil), levou dois meses para ser construída e fica sobre uma base de trailer, para que Kayla possa mudá-la de lugar facilmente se quiser.

“Não tenho um terreno meu. Eu não queria construir uma casa e então ser obrigada a deixá-la para trás, então pensei em construí-la sobre rodas”, ela contou ao The Huffington Post B.C., pelo telefone.

Kayla, que trabalha como autônoma, sempre teve a ideia de projetar sua própria casa, mas a ideia só se converteu numa meta real quando uma oferta de compra de uma casa tradicional caiu por terra, em 2012. No dia antes de fechar o negócio, o valor da entrada foi aumentado, e ela não teve como pagar.

A moça, que cresceu construindo casas de madeira com seu pai, projetou sua casinha com um mezanino de 7,4 m² para servir de quarto, uma cozinha, privada seca e banheiro com chuveiro. Ela tem três painéis solares, um fogão, geladeira e luzes LED de baixa voltagem, além de fiação elétrica para o caso de ela querer se ligar na tomada de uma casa ou um estacionamento de trailers para receber energia.

Kayla disse que as pessoas se surpreendem “quando percebem como a casa é espaçosa. Elas entram e dizem ‘uau, é enorme!’. Quando você entra pela porta, o pé direito tem 3,35 metro de altura.”

Isso é necessário porque Kayla mede 1,88 e vive na casa com seu cão Scotch, que pesa 45 quilos, e um gato chamado Jinx.

O texto continua após o slide show:

Galeria de Fotos Casinha sobre rodas em Abbotsford, Colúmbia Britânica Veja Fotos

Os painéis solares foram a maior despesa -- “mas, se você pensa em quanto isso representa ao longo dos dez anos de garantia que os painéis têm, são US$20 por mês”. Mas Kayla conseguiu muito material de construção de graça de quintais, galpões e garagens, “porque as pessoas têm muita coisa e estão dispostas a doar”.

Algumas das maiores dificuldades foram encontrar artigos que precisaram ser customizados e pesquisar as exigências legais da construção. Um aquecedor de tamanho tradicional aqueceria sua casa em dois segundos e “a faria explodir”, então Kayla teve que procurar um aquecedor usado para barcos, com 60 cm de altura e 30 cm de largura.

Como a casinha não extrapola os padrões de um trailer, Kayla não precisou de alvará de construção.

Longe de enxergar sua casa como uma “aula”, Kayla diz que, para ela, trata-se de “fazer a vida funcionar do jeito que você quer”. Quando tinha 19 anos, ela sofreu uma lesão grave na coluna que exigiu cirurgia. Mas a cirurgia foi acompanhada por uma chance de 50% de resultar em paralisia.

“Eu não gostei dessa possibilidade. Assim que a dor estava controlada, comecei a trabalhar para me curar com exercícios, aos poucos. Passei um ano fazendo exercícios para reconquistar minha mobilidade”, ela contou ao HuffPost B.C. “Acho que se tomamos a decisão de realizar alguma coisa, somos capazes de realizá-la.”

Por enquanto, a casinha Jack in the Box está estacionada numa fazenda em Abbotsford. Kayla Feenstra disse que recebeu algumas ofertas de outros lugares para estacionar sua casa, em troca de sua mão-de-obra.

Várias pessoas também já se ofereceram a investir em casinhas ou comprar casinhas de Kayla, se ela quiser converter a construção delas num negócio.