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28/04/2014 09:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Fotógrafa registra imagens de pele humana conservada com tatuagens do século XIX (FOTOS)

Reprodução

No final do século XIX, na Polônia, tatuagens de prisão foram cortadas dos corpos dos detentos mortos e preservado para identificar conexões entre os condenados.

Hoje, essas amostras se transformaram em arte, sendo que 60 delas foram capturadas em belas (e assustadoras) fotografias de Katarzyna Mirczak. A fotógrafa encontrou as tiras de pele humana no Departamento de Medicina Legal da Universidade Jagiellonian, na Cracóvia. Mirczak queria mostrar como os prisioneiros usavam uma variedade - muitas vezes perigosa - de equipamentos para tatuagem.

Ainda que proibidos de tatuar os detentos usavam grampos, pinos, fios, lâminas de barbear e pedaços de vidro para perfurar sua pele e adicionar uma variedade de substâncias para fazer os projetos permanentes. As cores foram formadas usando pó de carvão, borracha queimada, cortiça, pontas de lápis, tinta, aquarela e lápis de cor. Estes condimentos eram então misturados com água, urina, sabão, creme e gordura, gerando o material necessário para que as tatuagens fossem aplicadas.

Algumas das fotos registradas por Mirczak estão condensadas nas imagens abaixo. As tatuagens - preservados em formol com a carne ainda intacta - trazem passagens bíblicas, elementos da na natureza, referências sexuais ou mesmo o voto de vingança de um prisioneiro.

O significado de cada tatuagem segundo a pesquisa levantada por Mirczak:

Cabeça do diabo - símbolo de crueldade e um prisioneiro que quer se manter longe dos demais.

Águia - um emblema de uma prisão em Wroclaw, na Polônia.

Uma adaga com uma cobra - o juramento de vingança: é um sinal de assassinato planejado.

A cobra que virou uma mulher - sinal de vingança contra uma mulher infiel, que traiu ou delatou em alguém; é um símbolo de vingança planejada, ainda não realizado.

Uma silhueta marinheiro - símbolo de uma pessoa que trabalhou com bens e troca de moeda estrangeira; popular na República Popular da Polônia.

Meia lua com uma mulher sentada sobre ele - símbolo de uma pessoa que está interessada em sexo oral.

Boca - normalmente aberta e vermelha: identifica um homossexual.

  • Katarzyna Mirczak
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