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17/04/2014 18:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Dilma Rousseff segue em queda, mas venceria eleições no primeiro turno, aponta Ibope

André Dusek/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno se as eleições fossem hoje, de acordo com a mais recente pesquisa sobre o pleito presidencial, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Ibope. A presidente tem 37% das intenções de voto, mas vem perdendo pontos nos últimos meses, o que torna a possibilidade de segundo turno cada vez mais possível.

Dois cenários foram aventados pelo Ibope. No primeiro, com Dilma contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), a presidente aparece com 37%, contra 14% de Aécio e 6% de Campos. Na sequência, aparecem Pastor Everaldo (PSC), com 2%; Denise Abreu (PEN) e Randolfe Rodrigues (PSOL), ambos com 1%. Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Eduardo Jorge (PV) não alcançaram 1%. Votos brancos ou nulos somam 24%, enquanto os que não sabem ou não responderam chegam a 13%.

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Já no segundo, com Dilma enfrentando Aécio e Marina Silva (PSB, vice na chapa de Eduardo Campos), a presidente aparece com 37%, contra os mesmos 14% de Aécio e 10% de Marina. Em seguida estão Pastor Everaldo (PSC), com 2%; Denise Abreu (PEN), Randolfe Rodrigues (PSOL) e Eduardo Jorge (PV), todos com 1%. Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), e Mauro Iasi (PCB) não alcançaram 1%. Brancos e nulos somam 23%. Não sabem ou não responderam 12%.

A queda de Dilma é de seis pontos percentuais desde a última pesquisa do Ibope, quando aparecia com 43% das intenções de votos. Para um cenário de segundo turno – quando a soma de todos os adversários ultrapassa o percentual de eleitores de quem está na liderança –, a vantagem caiu de 17% para 12%. Levando em conta que faltam seis meses para as eleições, o cenário ainda se mostra aberto, sobretudo pelos altos números de votos brancos, nulos e de eleitores indecisos.

Por outro lado, a oposição ainda não conseguiu capitalizar sobre as perdas de Dilma, o que mostra que o potencial de Aécio ou Campos absorverem os que não votarão na atual presidente é uma incógnita, algo que pode mudar a partir do início efetivo da campanha eleitoral, após as convenções partidárias de julho. O cenário apontado pelo Ibope é parecido com aquele indicado pelos últimos números do Datafolha.

A pesquisa do Ibope ouviu 2.002 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 10 e 14 de abril, em 140 municípios do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-00078/2014.