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14/04/2014 20:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Sem responder internautas, Eduardo Campos e Marina Silva mantêm sintonia em "bate-papo"

Reprodução/YouTube

O duo principal da chapa PSB-Rede na corrida presidencial participou de um Google Hangout nesta segunda-feira (14) praticamente sem a participação de internautas. Em apenas meia hora, Eduardo Campos e Marina Silva responderam às perguntas previamente escolhidas de celebridades, como Wagner Moura e Marcos Palmeira, e de entrevistados nas ruas. O bate-papo produzido ocorreu logo depois de Campos oficializar Marina como sua candidata a vice nas eleições de outubro.

Praticamente todas as perguntas feitas pelo Twitter com a hashtag #EduardoeMarina ficaram sem resposta:

O vídeo, que agora está disponível no YouTube (assista abaixo), deixa clara a sintonia entre Campos e Marina. O ex-governador de Pernambuco buscou enfatizar o discurso de sustentabilidade, que é a principal bandeira da ex-ministra. Como na propaganda em televisão, os dois dividiram praticamente o mesmo tempo de exposição em vídeo.

Saiba as principais convicções e propostas que os dois abordaram no Hangout:

O Brasil está estagnado com Dilma

"Veio o PT, com o presidente Lula, e nós pudemos viver uma fase de inclusão social, melhoria da distribuição de renda e do ritmo de crescimento econômico e das políticas de sustentabilidade. Essas coisas pararam [com o governo Dilma]… O Brasil parou de melhorar. Precisamos que o Brasil volte a melhorar. Eu e Marina queremos animar o Brasil em torno de um desenvolvimento sustentável, que inclua, que distribua renda, que dê possibilidade de reduzir desigualdades regionais, de fazer educação como algo central no projeto de desenvolvimento do brasileiro."

(Eduardo Campos)

O Brasil pode ser o que os EUA foram para o mundo no século 21

"Este país tem uma grande possibilidade de ser no século 21 aquilo que os Estados Unidos foram [para o mundo] no século 20. O Brasil reúne todas as condições para isso. Mas é preciso utilizar os meios de que dispõe, para que nosso desenvolvimento não seja em prejuízo da proteção das nossas florestas, da nossa biodiversidade, dos nosso recursos hídricos – temos, inclusive, a primeira crise hídrica afetando de uma forma muito dramática o sistema energético do estado de São Paulo."

(Marina Silva)

Carreira nacional de saúde pública deve fortalecer atendimentos no País

"É necessário ter um carreira nacional de saúde pública para o fortalecimento da saúde básica. Temos que ampliar a oferta de cursos, sobretudo de medicina, no interior do Brasil. Assim, os filhos do Brasil, principalmente do interior, onde faltam médicos, podem se formar e cuidar de seus conterrâneos, sabendo da sua cultura, da sua linguagem, dos seus hábitos… Sabendo como adaptar muitas vezes os tratamentos à realidade, com fitoterápicos e outras questões que podem reduzir o custo da saúde."

(Eduardo Campos)

Sucesso do tratamento médico depende de melhor gestão de recursos do SUS

"Tem algumas especialidades que é preciso regionalizar o atendimento. Não tem cardiologista para todo canto, não tem oftalmologista para todo canto. Precisamos criar referências regionais fazendo consórcios com municípios e estados e União funcionarem para racionalizar exatamente o custo do tratamento, a possibilidade de fazer a linha do cuidado. Uma questão gravíssima é o tratamento nas maternidades brasileiras; há um grande déficit no Brasil de maternidades. O SUS paga muito pouco, e enchem as maternidades das cidades com bebês que vêm de outras cidades sem maternidades. A linha de cuidado materno-infantil tem que ser prioridade, com planejamento para acolher a parturiente, para atneder a mãe."

(Eduardo Campos)

Campanha PSB-Rede não terá ataques aos outros candidatos

"Vamos fazer uma campanha de limpeza da campanha. Acabamos de assumir um compromisso que nossa campanha vai se orientar pelo programa. Vamos fazer debate e nao embate. Não vamos ficar fazendo ataques pessoais, tentando desgastar com calúnias, mentiras e difamações os nossos adversários nas redes sociais. Você [internauta], toda vez que identificar quem faz esse tipo de prática, deve ajudar a denunciar. Essa ferramenta é muito preciosa da nsosa democracia apra gente fazer o debate e participar da política de forma criativa, produtiva, livre."

(Marina Silva)

O atual jeito de fazer política prejudica o Brasil

"Acho que a política do Brasil de fato entrou em processo de estagnação, que está prejudicando muito a sociedade brasileira. Boa parte dos problemas que nós vivemos é em função do atraso na política. Não é por falta de recursos, dos meios tecnológicos… Não é por falta de pessoas. É por falta de visão política, de programa, de uma nova postura."

(Marina Silva)

Para crescer, é necessário desenvolvimento sustentável

"Estamos num debate sobre uma crise de valores: qual modelo de crescimento e desenvolvimento que a humanidade quer? Um modelo em que a qualidade de vida é deixada pra lá? Um modelo de só ter as coisas ou um modelo que busca qualidade mais sustentação, que é da onde vem sustentabilidade naquilo que está sendo feito? É impossível sustentar um padrão de acumulação de capital sobretudo na produção no mundo rural com a quantitade de veneno que as pessoas ficam jogando na natureza. Isso tem tudo a ver com: custo da saúde; novas doenças; e resistência dos antibióticos de ponta… Precisamos construir um novo modelo com geração de energia renovável, um novo padrão de crescimento das cidades e outra visão sobre agricultura, que tem na agricultura orgânica algo que deve ser fortemente apoiado."

(Eduardo Campos)

Assista ao Hangout:

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