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10/04/2014 18:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

André Vargas desabafa no Twitter e garante que não cometeu "ato ilícito"

Joel Rodrigues/Frame/Estadão Conteúdo

Ele finalmente falou. O deputado André Vargas (PT-PR) se pronunciou pela primeira vez depois da abertura de um processo de investigação contra ele no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados e da sua renúncia à vice-presidência da Casa.

Em sua página no Twitter, o folclórico petista afirmou que passará a semana em São Paulo, onde já trabalha na sua defesa contra as acusações que pesam contra ele. Na capital paulista, ele também vai se reunir com caciques do PT, para dar a sua versão dos fatos, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

André Vargas já falou em Brasília sobre a sua ligação com o doleiro Alberto Yousseff, preso no mês passado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Várias reportagens divulgadas nas últimas semanas colocaram o deputado sob suspeita por intermediar negócios de Yousseff com o Ministério da Saúde. Além disso, uma viagem de Vargas teria sido bancada pelo doleiro.

Apesar das pressões, André Vargas se recusou a renunciar ao mandato antes da abertura do procedimento no Conselho de Ética. Com a decisão, o processo correrá até o final e, em 90 dias, o relator Júlio Delgado (PSB-MG) pode sugerir pela cassação ou não do petista, decisão essa que será levada ao Plenário. Com votação aberta, os deputados decidirão se cassam ou não Vargas.

O deputado ainda falou muito sobre a sua família. Ele lamentou o que chamou de “exposição da família”.

Por fim, ele voltou a defender a sua inocência.

Com a renúncia de Vargas, a Câmara deverá eleger um novo vice-presidente. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou na manhã desta quinta-feira (10), que marcará para a última semana do mês a eleição do substituto do deputado. Pelo critério da proporcionalidade, o PT permanecerá na vice-presidência e indicará o sucessor de Vargas.

Assim que o petista encaminhou sua carta de renúncia, os primeiros nomes que foram ventilados pelo partido foram os do ex-líder da bancada, José Guimarães (CE), o vice-líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS) e o ex-presidente da Casa, Marco Maia (RS).

A investigação no Conselho de Ética deve durar até 90 dias, mas o presidente do conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), já anunciou que espera que o tema seja decidido antes do recesso parlamentar, marcado para o dia 18 de julho. Semanas antes, no dia 21 de abril, Vargas poderá retomar o seu mandato de deputado, de acordo com informações do Blog do Camarotti.