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07/04/2014 16:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Maior varejista online do Japão pára de vender carne de baleia e golfinho

Reprodução

A loja online Rakuten, uma das maiores do Japão, afirmou nesta segunda-feira (7) que vai abandonar até o final de abril todas as vendas de carne de baleia e golfinho, depois de a Corte Internacional de Justiça de Haia, órgão ligado à Organização das Nações Unidas, ter ordenado na segunda-feira da semana passada que o Japão pare imediatamente de caçar baleias no Pacífico Sul.

O veredicto da Corte de Haia, no entanto, não proíbe a venda de carne de baleia no Japão, que é legal, ou a caça a um número delas no noroeste do Pacífico (em torno do Japão) e nas águas costeiras do arquipélago japonês.

“A Rakuten, que expandiu sua presença global em anos recentes, também pediu a suas subsidiárias em outros países que removam todos os itens relacionados de suas vendas”, disse uma fonte do varejista. As aquisições da Rakuten incluem a Buy.com (agora Rakuten Shopping) nos EUA e a Play.com no Reino Unido. Ela é dona da empresa de leitores de e-books Kobo e importante acionista do Pinterest.

Até recentemente, o site da companhia tinha mais de 28 mil anúncios de produtos derivados de presas de elefantes e 1.200 de baleias, de acordo com a Agência de Investigação Ambiental e a Humane Society International. A loja comercializava não apenas carne de baleia, mas também pele, ossos e outros produtos.

“Há no Japão um enorme comércio ilegal de marfim e os milhares de anúncios na Rakuten ajudam a fomentar a matança em massa de elefantes em toda a África”, disse Allan Thornton, presidente da agência. “Estamos pedindo à empresa que pare imediatamente a venda de produtos de marfim”.

Clare Perry, também da agência, afirmou que “a remoção dos produtos das baleias são um passo bem-vindo e um reconhecimento claro da empresa que as vendas são perigosas tanto para sua reputação internacional como para a saúde dos consumidores”. Eles contêm até 20 vezes o nível de mercúrio recomendado pela agência de regulamentação japonesa de alimentos, informa o International Business Times.

Foto: eGuide Travel/Creative Commons