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31/03/2014 13:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Todas as pessoas serão atingidas pelas mudanças climáticas, diz novo estudo do IPCC

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O mundo tem que se adaptar e mitigar emissões com urgência. Esta é uma das principais mensagens do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). “O quanto antes fizermos isso, sofreremos menos consequências danosas das mudanças climáticas”, disse Rajendra Pachauri, presidente do IPCC. E destacou outra conclusão importante do estudo, lançado na noite deste domingo, 30/03: nenhuma pessoa estará livre dos impactos do aquecimento global nos próximos anos.

Na ocasião, foram lançados dois documentos detalhando impactos, adaptação e vulnerabilidade dos países às mudanças climáticas: o rascunho final da segunda parte do 5º Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climática e o Sumário para Formuladores de Políticas.

Chris Field, co-presidente do Grupo de Trabalho 2 (GT-2) do IPCC, reforçou a visão positiva do documento: “Apesar de apontar muitos desafios, o estudo também tem partes otimistas – damos exemplos reais de ações e esforços sendo feitos para lidar com a mudança do clima”.

Field também apresentou, em conferência de imprensa realizada em Yokohama, no Japão, algumas das principais conclusões do documento. Entre elas:

- os impactos observados das mudanças climáticas são generalizados e significativos;

- pessoas, sociedades e ecossistemas de todo o mundo estão vulneráveis e expostos de diferentes formas;

- o progresso do aquecimento aumenta a probabilidade de ocorrência de impactos severos e generalizados;

- riscos das mudanças climáticas aumentam com quantidade alta de emissões, e

- a adaptação efetiva às mudanças climáticas é capaz de nos levar a um mundo mais vibrante.

Produzido por 309 cientistas, de 70 países, o documento teve 50.492 revisões de autores externos. “Esta é a evidência científica mais sólida existente”, afirmou Michel Jerraud, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). “Com tantas provas, a ignorância não pode mais ser usada como desculpa para a falta de ação”, concluiu.

Foto: Greg McNevin/Creative Commons