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30/03/2014 16:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Garoto de programa brasileiro causa demissão de parlamentar britânico

www.markmenzies.org.uk

Um parlamentar conservador britânico renunciou ao cargo de assistente ministerial depois de denúncias de um garoto de programa brasileiro.

Mark Menzies se demitiu do posto de Secretário Parlamentar Privado de Alan Duncan, Ministro do Desenvolvimento Internacional, depois que o jornal Sunday Mirror divulgou reportagem sobre sua vida pessoal

Em nota o parlamentar, representante da localidade de Fylde, afirmou: "Decidi renunciar depois de uma série de alegações feitas contra minha pessoa em um jornal dominical. Várias dessas alegações são falsas e estou ansioso para corrigí-las, o que farei no devido tempo"

O garoto de programa Rogério Santos acusou Menzies, 42, de pagamento por serviços sexuais há 18 meses, depois de levá-lo em uma visita ao Parlamento Britânico, afirma reportagem do The Mirror. O jovem de 19 anos também acusou o parlamentar de pedir que ele lhe fornecesse doses de metadona.

Sunday Mirror investiga acusações de garoto de programa brasileiro

A Líder da Associação Conservadora de Fylde, Brenda Ackers afirmou: "Mark tem pleno apoio do Partido Conservador."

Menzies se elegou em 2010 e logo foi promovido a Secretário Ministerial, servindo primeiramente ao Ministro da Energia Charles Hendry, e depois ao ex-ministro Mark Prisk, antes de trabalhar para Duncan.

Ele cresceu na localidade de Ardrossan, Ayrshire, e foi criado apenas pela mãe, já que o pai morreu um mês antes de seu parto. Menzies estudou Economia e História Social na Universidade de Glasgow, antes de começar a carreira corporativa como trainee na rede de lojas Marks & Spencer.

O Secretário de Defesa Philip Hammond afirmou que é "muito triste" quando a vida pessoal cria tamanho impacto em uma carreira política. O conservador David Ruffley disse em entrevista à TV: "Creio que há 30 anos uma crise como essa causaria a renúncia imediata de um parlamentar. É muito triste quando uma carreira como essa termina na primeira página de um tablóide. Mas se isso atinge o governo? Não acredito".