NOTÍCIAS
28/03/2014 11:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Oposição quer CPI da Petrobras instalada na semana que vem

PSDB MG/Flickr
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou, nesta quarta-feira (05/06), de reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em que foi realizada sabatina do novo ministro indicado à vaga do STF, Luís Roberto Barroso.Crédito: George Gianni / PSDB

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disseram esperar que o pedido de criação da CPI da Petrobras seja lido pela Mesa do Senado na sessão deliberativa de terça-feira (1º). Pela manhã, a oposição apresentou documento com 28 assinaturas a favor da CPI, uma a mais que o mínimo exigido.

Randolfe lembrou que a leitura, em momento a ser decidido pela Mesa, só pode ocorrer em sessão deliberativa, por isso a expectativa de que a formalização aconteça na terça. Ele e Aécio criticaram a possibilidade de o governo convencer senadores a retirar assinaturas do requerimento.

"É inaceitável que haja qualquer tipo de pressão sobre os parlamentares que assinaram o pedido de CPI. Eu não acredito que qualquer um dos signatários possa se submeter a chantagem. É uma ameaça, um ataque, uma violência inaceitável à integridade do Congresso Nacional", disse Aécio.

Para Randolfe, embora legal, a retirada de assinaturas não seria moral nem republicana.

"O moral e republicano seria ficar à disposição de todos os mecanismos de investigação", afirmou Randolfe.

LEIA MAIS:

- Oposição no Senado consegue assinaturas para CPI

- Inferno astral de Dilma: queda na aprovação, crise com PMDB e ameaça de CPI da Petrobras

'Inevitável'

Os dois senadores disseram que a instalação da CPI já é inevitável e ressaltaram a possibilidade de uma CPI mista – a oposição na Câmara ainda tenta obter as 171 assinaturas necessárias naquela Casa. Eles também pediram bom senso ao governo para que a oposição tenha direito ou à presidência ou à relatoria da CPI.

Para os dois senadores, a investigação da Petrobras é um desejo da sociedade brasileira.

"O foco é saber como está sendo administrada a principal empresa brasileira e por que a principal empresa brasileira deixou de ser uma das principais empresas da América Latina", assinalou Randolfe.

Aécio voltou a afirmar que as denúncias “são extremamente graves”.

"Os casos Pasadena e Abreu e Lima precisam ser investigados. Queremos investigações e a punição exemplar dos responsáveis", apontou Aécio.