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27/03/2014 21:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Campos e Marina atacam Dilma e se colocam como opção para mudança nas eleições de outubro

Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Preservar conquistas dos brasileiros e não cometer os mesmos erros. Sob essas duas premissas, Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) falaram em cadeia nacional de rádio e televisão na noite desta quinta-feira (27). No caminho que leva ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro, Campos e Marina se colocaram como a melhor opção para desbancar a atual presidente Dilma Rousseff.

Ao longo de dez minutos, o governador de Pernambuco, cabeça da chapa do PSB à Presidência da República, e Marina Silva, representando a Rede (partido que não obteve registro a tempo das eleições), insistiram na proposta de construir “um Brasil melhor”. Vestidos de branco e dividindo o centro do bate-papo que protagonizaram – com uma exposição quase que igualitária dos dois, tanto nas falas quanto nas imagens –, eles colocaram na conta de Dilma os mais recentes problemas do País.

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“Ela teve a oportunidade de chegar lá, receber o legado do presidente Lula, e fazer o que se comprometeu, não desmanchar”, acusou Campos. As críticas ao atual governo não pararam por aí, passando pela questão energética (“termoelétricas? Não faz sentido”), e pela Petrobras, empresa petrolífera que, de acordo com o governador de Pernambuco, hoje vale “a metade que valia” quando Dilma assumiu, em 2011, e que hoje “deve quatro vezes o que devia” na mesma época.

Marina não diminuiu o tom contra o atual governo petista. “Vínhamos em um trajetória de progresso, até com ganhos ambientais. Percebemos que hoje há retrocessos, tanto na política econômica quanto na agenda socioambiental”. A gestão de Dilma ainda foi criticada por “não ouvir”, em uma clara referência aos protestos mais contundentes, ocorridos no ano passado em várias partes do Brasil.

Outro ponto abordado foi a questão da inflação. “A dona de casa está vendo o preço dos alimentos, do aluguel. Hoje a sensação de quem trabalha é de dinheiro mais curto e despesa maior”, alfinetou Campos. “Precisamos ter postura diferente daqueles que se apresentam defensores da pátria”, completou Marina.

Por outro lado, Campos e Marina evitaram críticas aos governos anteriores, tanto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Mas a mensagem da ainda pré-candidatura (a ser oficializada, segundo o calendário eleitoral, em julho) foi clara: “o povo brasileiro já sabe que quer mudar”.