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26/03/2014 13:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

UFSC é 'antro' de crimes e pode virar 'república de maconheiros', diz superintendente da Polícia Federal

CADU ROLIM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A nota de repúdio da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), condenando a violência, 'truculência' e intransigência da Polícia Federal, gerou uma reação da Polícia Federal no mesmo tom. Em entrevista coletiva, o superintendente da PF Paulo César Barcelos Cassiano Júnior defendeu a ação dos policiais federais, que acionaram a tropa de choque da Polícia Militar contra os universitários (assista ao vídeo do Diário Catarinense abaixo). Cinco jovens foram presos com pequenas quantidades de maconha.

Segundo o delegado federal, o uso de força foi necessário por causa das atitudes dos manifestantes, que 'se avolumaram' no campus da UFSC no início da noite de segunda-feira (26). "Os manifestantes se comportaram de maneira intransigente", afirmou Barcelos.

O superintendente atacou a nota assinada pela reitora Roselane Neckel e pela vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco, que se referiram ao desrespeito à autonomia universitária. Segundo Barcelos, "autonomia universitária não deve ser confundida com libertinagem para a prática de crime".

"A Polícia Federal não tem compromisso com a complacência da universidade federal, com a falta de pulso da reitora para gerir assuntos de sua universidade", criticou. "É sabido que a universidade é um antro da prática de crimes."

"A reitora, com seu comportamento condescendente, pretende tornar a universidade uma república de maconheiros", conclui Barcelos.

Assista ao vídeo do Diário Catarinense:

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