NOTÍCIAS
25/03/2014 11:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Presidente da Petrobras e ministro de Minas e Energia são chamados para explicar Pasadena no Senado

Google Street View

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal (CMA) aprovou nesta terça-feira (25) convite para que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Graça Foster, participem de audiência pública para esclarecer denúncias sobre a aquisição, pela estatal, da refinaria Pasadena, no Texas, Estados Unidos.

O governo conseguiu que a convocação obrigatória fosse transformada em convite. Assim, Graça e Lobão não são obrigados a comparecer à sessão. A data do comparecimento ainda não foi definida, porque ainda depende de deliberações de outras comissões para que a audiência ocorra em uma sessão conjunta.

O convite para Lobão também foi feito para que o ministro preste esclarecimentos sobre o sistema elétrico do País e a situação econômica da Eletrobras.

Graça Foster também foi convidada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para explicar Pasadena. A data do comparecimento na Câmara também não foi definida ainda.

Leia mais:

- Oposição aposta em criação de CPI mista da Petrobras

- Aécio Neves sobe o tom contra Dilma e fala em PTrobras

Caso Pasadena

O novo conflito começou após reportagem do Estado de S. Paulo revelar, na semana passada, que a presidente Dilma Rousseff apoiou em 2006 a compra de 50% das ações da refinaria Pasadena, na posição de presidente do conselho de administração da Petrobras. A companhia acabou tendo que adquirir 100% das ações e desembolsou US$ 1,2 bilhão pelo negócio. Em 2005, a refinaria havia sido adquirida pela empresa belga Astra por US$ 42,5 milhões.

O Palácio do Planalto fez uma nota de esclarecimentos em resposta à reportagem. Segundo o comunicado, o aval de Dilma à compra de Pasadena foi baseado em documento "técnica e juridicamente falho", que omitia cláusulas importantes. Entre elas, a cláusula Put Option que obrigava a aquisição de 100% da refinaria em caso de desacordo entre os sócios.