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24/03/2014 15:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Ucrânia dá marcha a ré e retira suas forças da Crimeia, que agora é parte da Rússia

Dmitry Neymyrok /Reuters

A Ucrânia retirou suas forças da Crimeia diante das ameaças e da pressão das Forças Armadas russas, disse o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, nesta segunda-feira (24).

Falando ao Parlamento depois que tropas russas tomaram uma importante base naval em Feodosia, coroando uma tomada gradual de unidades militares ucranianas na península, Turchinov disse que a decisão levou em conta "as ameaças às vidas e à saúde de nosso pessoal" e de suas famílias.

Guarda Nacional

As forças locais de "autodefesa" que ajudaram a Rússia a tomar a Crimeia da Ucrânia serão transformadas em uma guarda nacional, disse um alto funcionário regional de segurança, argumentando com confiança que as hostilidades já acabaram.

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A milícia, denunciada pelo governo pró-ocidental de Kiev como uma quadrilha a serviço de Moscou, acompanha nos últimos dias as forças da Rússia na tomada de instalações militares ucranianas na região, onde a bandeira tricolor russa vem sendo hasteada.

A Rússia anexou formalmente a Crimeia ao seu território depois que a maioria da população local decidiu em referendo pela incorporação.

A milícia, formada principalmente por ex-militares e voluntários, começou a agir praticamente desarmada, mas depois passou a portar rifles automáticos e facões.

Vladimir Mertsalov, um dos pioneiros da milícia, agora nomeado assessor de segurança do premiê pró-russo da Crimeia, disse que a região está segura, e que as medidas extraordinárias não são mais necessárias.

"Foi um tempo de guerra, mas agora a crise que exigia armas e intervenções forçosas terminou", disse o ex-oficial militar de 47 anos. "Não vejo mais grandes ameaças. Tirei a farda e coloquei meu terno", afirmou ele, usando paletó preto sobre camisa branca na sede governamental de Simferopol.

Mertsalov disse que as autoridades agora pretendem "segurar essa gente (das milícias), envolvê-las no processo de policiamento, patrulhamento, acompanhamento da polícia em atos públicos".

"Eles devem estar prontos para se reunir e proteger a Crimeia em caso de perigo. Se serão chamados de guarda nacional ou algo ligeiramente diferente é algo a ser decidido, mas a ideia geral permanece a mesma."

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