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24/03/2014 17:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Sob ameaça: Porto Alegre pode ficar fora da Copa do Mundo

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Em entrevista concedida à Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, se mostrou preocupado com a possibilidade de a cidade deixar de sediar partidas da Copa do Mundo de 2014. As estruturas temporárias, que devem ser construídas no entorno do estádio, são o principal ponto do problema: Fortunati afirmou que, caso não seja aprovado na Assembleia Legislativa um projeto que prevê isenção fiscal para empresas interessadas em bancar as obras, estimadas em R$ 30 milhões, a cidade estará fora do Mundial.

“Se não for votado, daí já está definido, não teremos Copa em Porto Alegre. Não teremos como buscar recursos. Não tem plano B, não tem plano C, não tem plano E, não tem plano Z. O plano é esse. A única alternativa é essa. Não se viabilizando, fizemos uma opção e deixaremos de ter a Copa do Mundo. Temos de jogar de uma forma muito clara”, afirmou Fortunati.

Parado há quase um mês na Assembleia Legislativa de Porto Alegre, o projeto de lei que prevê isenção de ICMS de até R$ 25 milhões para empresas que bancarem estruturas temporárias para a Copa do Mundo de 2014, além de permitir que espaços publicitários sejam explorados por estas empresas durante o evento, deve ser votado nesta terça-feira. A estimativa é que o projeto seja aprovado.

"Na próxima quarta-feira, o vice-prefeito Sebastião Melo e o procurador Marcelo do Canto estarão no Rio de Janeiro em reunião convocada pelo COL (Comitê Organizador Local), para discutir exatamente as estruturas temporárias de Porto Alegre. Nós estamos em um situação difícil, mas temos de reconhecer que isso nos preocupa", disse Fortunati.

As estruturas vão abrigar as áreas de imprensa, energia, tecnologia da informação e segurança, entre outras, necessárias para a organização da Copa do Mundo, e serão desmontadas após o Mundial. Inicialmente, os R$ 30 milhões necessários para as estruturas temporárias seriam divididos entre Governo Municipal, Estadual e a diretoria do clube gaúcho, mas o Internacional se recusa a custear as obras.

“Além do estádio, estamos cedendo todas essas áreas (Gigantinho, Centro de Eventos e edifício-garagem) para as estruturas temporárias. As outras questões referentes a estruturas temporárias, o Inter não assumirá", disse Giovanni Luigi, presidente do clube gaúcho, também em entrevista à Rádio Gaúcha.

Jérôme Valcke desembarcou no Brasil neste início de semana. O secretário-geral da Fifa, no entanto, se mostrou otimista com um desfecho positivo do imbróglio.

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