NOTÍCIAS
24/03/2014 08:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Egito condena 529 membros da Irmandade Muçulmana à morte

Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Um tribunal do Egito condenou nesta segunda-feira 529 partidários do presidente deposto Mohammed Morsi à sentença de morte.

Essa é uma das maiores sentenças de morte da história moderna do Egito. Os partidários de Morsi, membros ou simpatizantes da Irmandade Muçulmana, são acusados por assassinar policiais, tentativa de assassinato a outros oficiais de segurança do país e atos violentos contra prédios públicos. O julgamento ocorreu na cidade de Minya, ao norte de Cairo.

A maioria dos acusados foram julgados sem oportunidade de defesa, enquanto 150 pessoas tiveram audiências sem precedentes, que duraram apenas dois dias. Dezesseis suspeitos foram absolvidos.

O veredicto e as sentenças ainda podem ser revertidas com recursos, segundo os advogados dos condenados. "Este foi o meio mais inaceitável de todos", disse o advogado Mohammed Zarie." O judiciário do Egito usou a justiça como uma ferramenta de vingança", afirmou.

O resultado do julgamento mostra a determinação do Egito em extinguir qualquer base de apoio à Irmandade Muçulmana, e restringe as possibilidade de reconciliação com o bloco islâmico do país, do qual Morsi participa. Amanhã ocorre outro julgamento, com 683 acusados de cometer os mesmos atos e que podem receber punições semelhantes.

A Justiça egípcia tem sido acusada de perseguição política contra os partidários de Morsi, depois que ele foi derrubado em um golpe de estado orquestrado pelo Exército no ano passado.

(Com Associated Press e Estadão Conteúdo)