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23/03/2014 12:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Cerca de 85% dos brasileiros diz que acreditar em Deus é necessário para ser uma boa pessoa, segundo pesquisa

Kotomi_/Flickr
Albion Reproductions40 x 27 mmThis fine pewter facsimile of a Crucifix is cast from a 15th century bronze original that was found in the River Thames within the city of London.The cross is a simple Latin or "Passion" Cross showing the long upright. A style in shape that reflects the ground-plan of man cthedrals and churhes in England, and on the Continent. The figure of Christ is wearing only a knotted loin-cloth, above his head is nimbus or divine halo. The heads of the three nails are also clearly visible. The simplicity of the cross, and the feeling of isolation imparted by the little figure, give this rare antiquity a calmness and tranquillity rarely found in the art of a stark and violent period in history.The original chain was probably bronze or of a similar alloy, but it was never found or,perhaps, this unique Crucifix was simply attached to clothing with pins and thread. The original is at present in a private collection."

Uma pesquisa perguntou a pessoas de 40 países se acreditar em Deus era essencial para ser uma pessoa boa e moral. No Brasil, 86% dos entrevistados responderam que sim - um número bem mais alto do que em outras nações latino-americanas, como Argentina (47%) e Chile (46%). A pesquisa foi realizada pelo instituto Pew Research Center.

Em países ricos, a população tende a discordar desta relação. Na Espanha, por exemplo, apenas 19% da população pensa que acreditar em Deus é essencial para ser uma boa pessoa.

Em Gana e Indonésia, este número chega a 99%.

O número elevado, no entanto, é compatível com o perfil religioso do Brasil, na avaliação do professor e cientista político da PUC-Rio, César Romero Jacob, que estuda a influência social e política das religiões.

Segundo dados do Censo 2010, do IBGE, cerca de 8% da população brasileira não tem religião. Entram ai ateus, agnósticos e os sem filiação religiosa.

"Em um país em que o estado é ausente, a educação é deficitária e a formação moral do cidadão fica a cargo das religiões, é esperado que essa associação seja feita", afirma Jacob.

A relação é ainda mais forte entre a população acima dos 50 anos e sem diploma universitário.

Os sem religião

No Brasil, os auto-declarados sem religião somam pouco mais de 15 milhões de pessoas. Hoje, esse grupo atingiu 8% da população brasileira e está em constante crescimento.

Na década de 1980, por exemplo, não chegava nem a 2%, com pouco mais de 1,9 milhões de pessoas.

É a terceira maior categoria religiosa do país em número de pessoas, atrás dos católicos e dos evangélicos pentecostais, e pode ser dividida em 3 subcategorias: agnósticos (124 mil pessoas), ateus (615 mil) e sem religião (14,6 milhões).

"O fato de um indivíduo se declarar sem religião não significa necessariamente que ele seja ateu ou agnóstico. Muitas vezes as pessoas acreditam em Deus, mas também em Iemanjá e no espiritismo, e não participam das instituições religiosas", diz o professor da PUC-Rio

Esse sincretismo religioso é, inclusive, um dos traços mais importantes da cultura brasileira. Já os ateus e agnósticos se encontram em menor quantidade porque são crenças de pessoas com maior sofisticação intelectual, defende o especialista.