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18/03/2014 18:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

Tiro matou mulher arrastada por viatura da PM no Rio de Janeiro, diz laudo

Carlos Moraes/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

A auxiliar de serviços gerais Cláudia Silva Ferreira, de 38 anos, cujo corpo foi arrastado por 350 metros por um carro da Polícia Militar do Rio de Janeiro no último domingo (16), morreu em razão de um tiro. A informação, repassada pela Polícia Civil, foi dada pela GloboNews e pelo G1 na tarde desta terça-feira (18).

De acordo com matéria publicada pelo G1, o atestado de óbito de Cláudia aponta como causa da morte uma “laceração cardíaca e pulmonar de ferimento transfixante do tórax por ação perfurocortante”. De acordo com o mesmo laudo, segundo a Agência Brasil, ela já chegou morta ao hospital. Ou seja, os ferimentos causados no corpo da mulher, que ficou bastante ferida ao ser arrastada pela viatura da PM, não foram apontados como a causa da morte.

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Outro ponto que a Polícia Civil carioca já conseguiu consolidar é que a trava do porta-malas do carro não apresentava problemas, o que aumenta as desconfianças em torno da índole dos três policiais que teriam tentado prestar socorro à vítima, baleada durante um tiroteio no Morro da Congonha, em Madureira, zona oeste da capital fluminense, segundo versão da PM.

Os subtenentes Rodney Miguel Arcanjo e Adir Serrano Machado, que estavam na parte da frente da viatura, já responderam a inquéritos por homicídio, conforme apurou o jornal Extra. Ambos estão presos, assim como o sargento Alex Sandro da Silva, que também estava no carro no momento do “socorro” a Cláudia. Os PMs devem prestar novo depoimento nesta quarta-feira (19).

A família da auxiliar de serviços gerais afirma que os policiais militares atiraram deliberadamente na mulher, supostamente por terem achado que ela era uma criminosa.