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16/03/2014 20:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Obama: referendo na Crimeia não será reconhecido

Pool via Getty Images
WASHINGTON, DC - MARCH 14: U.S. President Barack Obama hosts a St. Patrick's Day reception for Prime Minister Enda Kenny of Ireland and his wife Fionnuala O'Kelly in the East Room of the White House March 14, 2014 in Washington, DC. (Photo by Ron Sachs-Pool/Getty Images)

A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama enfatizou ao presidente russo, Vladmir Putin, que o referendo na Crimeia, o qual viola a constituição da Ucrânia e aconteceu sob coação militar russa, nunca será reconhecido pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional. A afirmação foi feita durante a conversa que ambos presidentes tiveram ao telefone depois da conclusão do referendo na Crimeia.

Obama disse que as ações da Rússia violaram a soberania da Ucrânia e sua integridade territorial e que, em coordenação com seus parceiros europeus, "estamos preparados para impor custos adicionais à Rússia" por isso.

Obama falou a Putin que o caminho está aberto para resolver a crise diplomaticamente, de modo que os interesses da Rússia e do povo da Ucrânia sejam atendidos. O presidente norte-americano também notou que o governo da Ucrânia continua a tomar medidas concretas que permitirão uma desaceleração da crise, especialmente porque prepara eleições para esta primavera e está dando andamento a uma reforma da constituição.

Obama pediu ainda a Rússia que apoie a chegada de monitores internacionais para ajudar a evitar atos de violência por qualquer grupo. O presidente norte-americano reiterou que a solução diplomática não pode ser atingida enquanto as forças militares da Rússia prosseguirem com sua incursão no território Ucraniano e que exercícios militares russos de larga escala na fronteira da Ucrânia apenas exacerbam a tensão.

A Casa Branca informou ainda que o presidente Obama disse que o secretário de Estado, John Kerry, continua preparado para trabalhar junto do ministro das Relações Exteriores da Rússia e com o governo ucraniano para encontrar uma solução diplomática para a crise. Fonte: Dow Jones Newswire.