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15/03/2014 18:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Ucrânia acusa Rússia de ter "sangue em suas mãos"

Mosa'ab Elshamy via Getty Images
[UNVERIFIED CONTENT] A bloodied hand is displayed during the violent clashes at Ramses square between security forces and supporters of ousted president Mohamed Morsi.

O embaixador Ucraniano para as Nações Unidas, Yuriy Sergeyev, acusou a Rússia de ter "sangue em suas mãos", após o país ter vetado, neste sábado, resolução no Conselho de Segurança da ONU que pedia o não reconhecimento do resultado do referendo previsto para acontecer amanhã (16). A votação irá determinar se a Crimeia deixa de ser parte da Ucrânia para integrar o território russo. Sergeyev considerou ainda que o veto foi uma decisão "terrível" do governo de Moscou.

Em resposta, o embaixador russo, Vitaly Churkin, declarou que "o sangue não está em nossas mãos, mas nas de seus amigos radicais nacionais ucranianos".

A resolução, proposta pelos Estados Unidos, foi derrotada por 13 votos contra 1, com a abstenção da China. A única incerteza na votação era se Pequim iria mesmo se abster, isolando Moscou politicamente, ou exercer o seu poder de veto. Após a abstenção, o embaixador chinês, Liu Jieyi, considerou a crise da Crimeia " altamente complexa e sensível" e condenou os atos de violência por parte dos ultranacionalistas.

A China é sensível a temas de unidade territorial por conta do Tibete. O país tem reiterado ao longo da história o seu apoio a integridade territorial e repúdio a qualquer atitude de ingerência nos assuntos de uma nação.

A enviada dos EUA, Samantha Power, classificou o veto russo como "um momento triste" e acusou a Rússia de não dizer a verdade sobre os acontecimentos na península. Fonte: Dow Jones Newswires.

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