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13/03/2014 20:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Descobertos mais poluentes que destroem camada de ozônio

Getty Images

Dezenas de misteriosas substâncias destruidoras de ozônio podem estar prejudicando o gigantesco buraco sobre a Antártica, revela novo estudo. Elas são também poderosos gases de efeito estufa e estariam vazando de fábricas ou sendo usadas ilegalmente, contrariando o Protocolo de Montreal, de 1987, que baniu os elementos que ameaçavam a camada de ozônio.

Até agora, sabia-se que 13 clorofluorocarbonos (CFCs) e hidroclorofluorocarbonos (HCFCs) destruíam o ozônio. Todos são controlados pelo protocolo, considerado a lei ambiental de maior êxito no mundo. Mas agora cientistas identificaram e mensuraram quatro compostos ainda não conhecidos e advertiram sobre a existência de muitos outros.

“Existem outros, definitivamente”, afirmou Johannes Laube, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. “Já encontramos dezenas. Eles podem, somados, representar níveis perigosos, especialmente se continuarmos a descobrir mais”.

As amostras do estudo foram coletadas na Tasmânia e no gelo da Groenlândia. Análises delas revelaram que estas emissões de gases na atmosfera começaram nos anos 1960, de acordo com o trabalho publicado na Nature Geoscience.

Estas emissões têm efeito pequeno, se comparadas ao pico da depleção de ozônio nos anos 1980, mas os autores do estudo dizem que “isto é claramente contrário às intenções do Protocolo de Montreal, e levanta questões sobre a origem destes gases”, informa The Blaze.

“Isto faz soar um alarme, porque pensávamos que a produção de todos os CFCs tinha cesssado”, disse ao Wall Street Journal Paul Newman, principal cientista da atmosfera do Centro Goddard de Vôo Espacial da Nasa, e co-presidente do painel de avaliação do protocolo.