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06/03/2014 15:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Obama diz que referendo da Crimeia viola Constituição da Ucrânia e leis internacionais

ASSOCIATED PRESS
FILE - In this Feb. 28, 2014 file photo, President Barack Obama speaks in the James Brady Press Briefing Room of the White House in Washington. Striving for unity among Democrats rather than compromise with Republicans, President Barack Obama unveils an election-year budget on Tuesday that drops cuts to Social Security and seeks new money for infrastructure, education and job training. Congress will likely approve a smaller amount based on last year's budget deal. (AP Photo/Charles Dharapak, File)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (6) em uma coletiva de imprensa que o referendo sobre a soberania da Crimeia, que deve acontecer na semana que vem, viola a Constituição da Ucrânia e as leis internacionais.

"Qualquer discussão sobre o futuro da Ucrânia deve incluir o governo legítimo da Ucrânia", disse o presidente americano. Por isso, Obama disse que o governo dos EUA não reconhecerá o resultado do referendo.

Obama também afirmou que a Rússia deve permitir a entrada de observadores internacionais na Ucrânia para uma versão imparcial da situação. "A crise da Ucrânia pode acabar com a confiança espacial dos Estados Unidos na Rússia", afirmou.

"Eu estou pedindo ao Congresso que apoie o FMI e ajuda a Ucrânia financeiramente", disse o presidente.

Mar Negro

Paralelamente, a Marinha dos EUA enviou um destroier equipado com mísseis para o Mar Negro, para "exercícios de rotina". A medida eleva as tensões na região da península da Crimeia, pertencente à Ucrânia e onde a Rússia tem uma importante base naval.

Segundo o comunicado da Marinha, o destroier USS Truxtun deixou o porto da Baía Souda, na Grécia, para fazer exercícios conjuntos de treinamento com forças navais da Romênia e da Bulgária. "Enquanto estiver no Mar Negro, o navio vai conduzir uma visita a porto e exercícios de rotina previamente planejados com aliados e parceiros na região", diz o comunicado, que insiste que a missão "foi marcada com bastante antecedência da partida dele dos EUA".

O USS Truxton é parte do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões George HW Bush, vinculado à 6ª Frota da Marinha dos EUA, que atua no Mediterrâneo. O único navio de guerra norte-americano atualmente no mar Negro é a fragata USS Taylor, que está em reparos no porto de Samsun, na Turquia, depois de ter encalhado no mês passado.

Nesta quarta-feira, o Pentágono já havia anunciado o plano de enviar mais caças F-15 para patrulhas no espaço aéreo dos países bálticos (as ex-repúblicas soviéticas da Estônia, Letônia e Lituânia) e uma intensificação do treinamento de pilotos da Polônia.

No porto de Sebastopol, na península da Crimeia, fica a sede da frota do Mar Negro da marinha russa, por um acordo feito entre Rússia e Ucrânia após a dissolução da União Soviética, à qual os países pertenciam, em 1991. A derrubada de um presidente ucraniano pró-Moscou por forças apoiadas pelos EUA e seus aliados europeus, há dez dias, levou a Rússia a movimentar tropas na região.