MUNDO
01/03/2014 18:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Ação russa na Ucrânia preocupa líderes mundiais

AFP via Getty Images
An unidentified armed individual in an armoured vehicle blocks the base of the Ukrainian border guard service in Sevastopol, on March 1, 2014. Ukraine's border guard service said on March 1 that about 300 armed men were attempting to seize its main headquarters in the Crimean port city of Sevastopol under orders from Russian Defence Minister Sergei Shoigu. 'The head of this group said that there are orders from the Russian defence minister to seize this naval post,' Ukraine's border guard service said in a statement, adding that the men wore 'full battle fatigues'. AFP PHOTO/ VASILIY BATANOV (Photo credit should read Vasiliy BATANOV/AFP/Getty Images)

Líderes mundiais criticaram neste sábado a decisão do parlamento russo, após Moscou ter aprovado o envio de tropas para a região ucraniana pró-Rússia da Crimeia. Na Europa, um coro de autoridades expressou preocupação com os planos militares de Moscou, destacando o quanto foram pegos de surpresa com o rápido movimento do presidente Vladimir Putin.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon declarou que está "seriamente preocupado com a deterioração da situação" na Ucrânia e disse que planeja falar em breve com o presidente russo, Vladimir Putin. Em nota, ele reivindicou "pleno respeito e preservação da independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia" e pediu a "restauração imediata do diálogo calmo e direto entre todos os interessados".

O primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron disse que não pode haver desculpa para intervenção militar externa na Ucrânia. A Grã-Bretanha pediu a Rússia para acalmar a situação perigosa do país e aconselhou os cidadãos britânicos a deixar a região da Crimeia imediatamente. "O Reino Unido vê os acontecimentos na Ucrânia com crescente preocupação", disse Cameron. "Não pode haver nenhuma desculpa para intervenção militar externa na Ucrânia - uma observação que eu fiz ao presidente [Vladimir] Putin quando nos falamos ontem (28). Todos devem pensar cuidadosamente sobre as suas ações e trabalhar para reduzir, não aumentar, as tensões. O mundo está assistindo".

O presidente francês François Hollande falou por telefone, neste sábado (1°) com o primeiro-ministro polonês Donald Tusk, dizendo que estava "profundamente preocupado" com envio de tropas russas, segundo um comunicado do gabinete de Hollande. O líder francês disse a Tusk que o movimento de Moscou "representava uma ameaça real" à soberania da Ucrânia e avisou que "tudo deve ser feito para evitar uma intervenção externa e o risco de uma escalada altamente perigosa".

Adotando um tom mais firme, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu a Moscou que esclareça não só os movimentos de suas tropas na Crimeia, "mas também os objetivos e a intenção por trás deles". Seu homólogo francês, Laurent Fabius, alertou para os significativos movimentos de tropas, que alimentam divisões na Ucrânia, enquanto o chanceler sueco, Carl Bildt, disse que o objetivo imediato da Rússia é provavelmente "a criação de um fantoche pró-Rússia na Crimeia."

A chefe da diplomacia da União Europeia Catherine Ashton lamentou a decisão da Rússia e avaliou que a ação "é uma injustificada escalada de tensões". Ela pediu que a Federação Russa não envie as tropas, mas promova seus pontos de vista "por meios pacíficos".

O primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, por sua vez, disse que "cucas frescas agora precisam prevalecer". "Desejo que todas as partes, incluindo a Rússia, tentem acalmar as coisas." Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

Galeria de Fotos Impasse entre Ucrânia e Rússia Veja Fotos