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27/02/2014 08:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Com taxa de juros mais alta, fundos de renda fixa batem poupança com folga

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Com a elevação da Selic de 10,5% para 10,75% ao ano, os fundos de renda fixa ganharam ainda mais atratividade, batendo a poupança na maior parte das situações.

A caderneta, contudo, permanece mais vantajosa que os fundos mais caros, cuja taxa de administração supera os 2,00% ao ano. A taxa de administração média dos fundos DI para o público de varejo em dezembro (data do último dado) era de 1,18% ao ano, enquanto que para os fundos de renda fixa era de 1,06% ao ano.

Quando a taxa Selic é maior ou igual a 8,50% ao ano, a remuneração da caderneta de poupança permanece em 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR), a mesma remuneração atribuída aos depósitos feitos até 4 de maio de 2012, que seguem a antiga regra da poupança.

A nova regra da caderneta de poupança, de rendimento de 70% da Selic mais TR, só se aplica quando a taxa básica de juros é inferior a 8,50%.

Além disso, a poupança é isenta de imposto de renda, enquanto que os fundos de investimento sofrem tributação conforme a tabela regressiva do imposto de renda: quanto menor o prazo de aplicação, maior a alíquota do IR.

Assim, apesar de os fundos terem capacidade de ganhar bem mais que a poupança, a taxa de administração e o imposto de renda "comem" parte da sua rentabilidade. Dessa forma, os fundos mais caros são capazes de perder da poupança, principalmente em cenários de Selic mais baixa.

A estimativa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) é de que, no atual cenário de Selic, a rentabilidade da poupança seja de 0,55% ao mês.