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19/02/2014 13:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Caso Neymar: Procuradoria espanhola pede indiciamento do Barça por crime fiscal

Getty Images
SAN SEBASTIAN, SPAIN - FEBRUARY 12: Neymar of FC Barcelona looks on from the bench prior to the Copa del Rey Semi Final second leg between Real Sociedad and FC Barcelona at Anoeta Stadium on February 12, 2014 in San Sebastian, Spain. (Photo by David Ramos/Getty Images)

A Procuradoria da Audiência Nacional, principal instância penal da Justiça da Espanha, pediu o indiciamento do Barcelona por crime fiscal na contratação do atacante brasileiro Neymar. A informação foi revelada por uma fonte judicial à agência de notícias France-Presse. "A procuradoria pede o indiciamento do Barça, como pessoa jurídica, por um delito contra a Fazenda pública, cometido nos anos de 2011 e 2013", disse a fonte, que não teve seu nome revelado. Neymar só foi para o clube catalão em 2013, mas 2011 foi o ano em que o Barcelona pagou um adiantamento para conseguir prioridade numa futura transação com o jogador. Estima-se que a multa a ser paga pelo Barcelona em uma possível condenação possa chegar a 36,4 milhões de euros. A acusação diz que o clube planejou uma detalhada "engenharia financeira" para viabilizar a contratação driblando o fisco espanhol.

A procuradoria calcula a fraude tributária em 9,1 milhões de euros. Agora, o Barça terá de nomear seu defensor na Justiça e oferecer documentos relativos ao caso. A transferência do astro brasileiro de 22 anos do Santos provocou um terremoto no futebol da Espanha depois que um sócio do Barça apresentou uma denúncia contra o presidente do clube, Sandro Rosell, por "apropriação indébita". A denúncia foi aceita por um juiz da Audiência Nacional e provocou a renúncia de Rosell, em 23 de janeiro. Mesmo com a saída do cartola do comando do clube - dizendo que esperava reduzir as pressões sobre o clube ao abandonar o cargo -, a Justiça da Espanha manteve a tramitação do caso. Neymar não corre o risco de ser punido, mas o clube poderá ter de pagar multas altíssimas ao fisco caso seja condenado - segundo o jornal Marca, de Madri, a compensação pode ser equivalente ao dobro ou até ao quádruplo do valor sonegado.