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18/02/2014 14:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Juçara Marçal brinca com a morte no primeiro disco solo, "Encarnado"

José de Holanda/Reprodução

Juçara Marçal é uma veterana desconhecida. Em atuação desde o começo da década de 1990 - quando integrou grupos como Vésper e A Barca -, a cantora paulistana levou mais de duas décadas até aparecer com o primeiro disco solo. Sob o título de Encarnado, o registro passeia pela morte em um sentido de descoberta e provocação da própria interprete, tratamento que preenche os versos de faixas assinadas por Tom Zé, Romulo Fróes e Rodrigo Campos.

Mais conhecida pelo trabalho com o grupo Metá Metá - projeto em parceria com Kiko Dinucci e Thiago França -, e depois de colaborar com nomes como Emicida (O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui) e Criolo (Nó na orelha), a artista usa da presente obra como um exercício de construção da própria estética.

juçara

Inspirada de forma confessa pelo movimento da Vanguarda Paulista, na década de 1980, Marçal visita a obra de artistas como Itamar Assumpção e outros veteranos da época, fazendo da composição torta dos versos e arranjos um estímulo para o disco. São 12 canções que abastecem o álbum, entre elas composições inéditas, caso de Queimando a Língua, da dupla Romulo Fróes e Alice Coutinho, ou mesmo regravações, vide Não Tenha Ódio no Verão, de Tom Zé.

Custeado pela própria Marçal, o trabalho pode ser baixado de forma gratuita na página da cantora, tendo o lançamento físico previsto para meados de abril. O registro também pode ser apreciado na íntegra no canal do Youtube da artista.